Bem vindos,

Bem vindos, ao mundo virtual da informação, fiquem atentos...muita coisa vai rolar..

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

MAIS NOTÍCIAS SOBRE O RPM

O RPM anunciou que voltará a se reunir novamente em 2011. A notícia pegou o mercado e os fãs de surpresa, já que a banda não se separou apenas uma, mas duas vezes em sua história.







E nas ocasiões, os rompimentos não foram nada amigáveis. Na primeira vez, em 1989, desentendimentos, mágoas, despreparo para lidar com a fama e egos inflados foram algumas das causas citadas pelos próprios músicos para explicar o fim da banda de rock brasileira mais popular à época.







Mas eles superaram esses entraves e voltaram a se reunir em 2002, quando gravaram um projeto ao vivo para a MTV. O CD e DVD MTV RPM 2002 continham releituras de clássicos como Olhar 43, mais seis músicas inéditas. Mesmo sendo sucesso de vendas, o trabalho não foi o suficiente para que a banda trilhasse caminhos tranquilos. Um novo desentendimento culminou num novo fim. E tome acusações de todos os lados. Mas o fato que mais incomodou foi quando um dos integrantes registrou a marca RPM apenas em seu nome, o que desencadeou discussões e processos. Hoje, para alegria de todos, a situação está bem resolvida.



Afinal, com o amadurecimento pessoal e profissional, os músicos ficaram mais conscientes de seus atos e do legado que o RPM tem na música nacional. Por isso, desde 2007, quando se apresentaram no Domingão do Faustão, ensaiam uma volta triunfal - que vinha sendo postergada por conta dos projetos pessoais dos músicos Paulo Ricardo (baixo e vocal), Luis Schiavon (teclado), Fernando Deluqui (guitarras), e P.A. Pagni (bateria).


Contudo, depois de tanto tempo longe dos palcos, a banda fluminense anunciou seu retorno para 2011. E, dessa vez, terá como quinto elemento o empresário Aldo Ghetto, da Ghetto Produções. Segundo Schiavon, essa volta só foi possível porque todos os membros do RPM concordaram em abrir mão de seus projetos solos.

Essa reunião não poderia ter prazo de validade. Eu não largaria meu posto de diretor musical da Banda Domingão se essa retomada não fosse algo sério e com projetos a longo prazo, explica o tecladista.



E, ao contrário do que aconteceu em 2002, o RPM não resgatará antigos clássicos no primeiro produto que pretende colocar no mercado. Pelo contrário. Após 20 anos sem lançar nenhum disco de estúdio e inteiramente inédito, a banda já prepara novas músicas com sonoridades modernas.




Um álbum nesses moldes vem sendo adiado desde 2002, quando compusemos algumas faixas que não chegaram a ser lançadas. Agora, vamos preparar um projeto inédito que bebe em fontes oitentistas que ainda soam modernas, como fazem bandas como The Killers e Muse, explica Paulo Ricardo.


Mas como trata-se do RPM, nem tudo foi tranquilo nessa volta. Pouco antes do anúncio oficial da reuinão, Fernando Deluqui e Paulo Ricardo trocaram farpas por meio da imprensa. Durante uma entrevista, Paulo Ricardo citou de forma descontraída que se incomodava com o fato de o guitarrista insistir em cantar no RPM. Contrariado, Deluqui rebateu em nota oficial. O fato não teve maiores repercussões e logo ambos se entenderam. Porém Paulo e Schiavon deixam claro que compartilham da mesma opinião.



Se o Deluqui compuser músicas que possam ser gravadas pelo RPM, ok. Mas ele não cantará nem nas gravações e nem nos shows, porque nossa banda é como um time de futebol: cada um tem a sua posição bem definida. Se a seleção de 1970 fosse se reunir hoje, o goleiro Felix não jogaria no ataque. E nem o Deluqui assumirá outra função que não a de guitarrista, comenta Schiavon.



Turnê



Antes de lançar o novo disco, porém, a banda fará alguns shows para testar o entrosamento no palco. As primeiras apresentações acontecerão em meados de abril. A produção será grandiloquente, como na década de 1980 - cuja direção cenográfica foi assinada por Ney Matogrosso - e em 2002, que teve projeções em 3D e uma orquestra acompanhando a banda.



Grandes artistas do rock precisam, antes de mais nada, ensaiar muito antes de tocar. Porém, recursos cênicos são importantes nos shows. Por isso, para essa área contaremos com o apoio do diretor de teatro e TV, Ulysses Cruz. Ele ainda está finalizando o projeto de palco, por isso não temos grandes detalhes para adiantar sobre este assunto, afirma Paulo Ricardo.


Patrocinado pela cervejaria Itaipava, Paulo Ricardo conduzirá reuniões entre a marca e Aldo Ghetto para que esse patrocínio seja extensivo ao RPM e a turné da banda.


Para nós, que tiemos Louras Geladas como primeiro hit, nada mais pertinente do que esse apoio. Brincadeiras à parte, acredito no fechamento desses e de outros negócios para auxiliar nosso retorno. Como os tempos mudaram e não é mais possível contar apenas com o apoio de gravadoras, procuraremos outras possibilidades de parceria envolvendo nossa marca, comenta Paulo Ricardo.


Aldo Ghetto ressalta que também utilizará recursos da Lei Rouanet para financiar a turnê ou o novo disco da banda. Já temos alguns contatos encaminhados nessa área. Agora, avaliaremos as propostas das gravadoras interessadas no produto. O importante é que a companhia seja parceira e entenda o direcionamento artístico do RPM, pois com certeza o disco será feito com características diferentes às das bandas que dominam o mercado de rock nacional hoje, revela.

Como o seguimento rock \'n roll dominado por bandas voltadas aos adolescentes e com sonoridade calcada no hardcore, o RPM faz um retorno arriscado, principalmente no que diz respeito a cavar espaço na programação das rádios. Mas isso não incomoda Paulo Ricardo e Luis Schiavon. Sempre tocamos para as faixas etárias mais jovens, e não vai ser agora que sofreremos rejeição desse público. Nossa base de fãs é muito mais extensa e atinge gente entre 20 e 50 anos. Não temos o que temer, acredita Paulo Ricardo.


Produtos Especiais



Nos últimos anos, foram lançados produtos e programas especiais que resgataram a história do RPM. Entre eles, a caixa Revolução RPM 25 anos, que reuniu todos os CDs e DVDs e raridades da banda. Além disso, foi lançada a biografia Revoluções por minutos, de Marcelo Leite de Moraes. Mais recentemente, a Globo exibiu uma edição especial do programa Por toda minha vida em homenagem à banda.




Foi a primeira vez que o programa retratou artistas que ainda estão vivos. Apesar de superficial, a atração serviu para a nova geração e os mais velhos conhecerem detalhes da história da banda. Mesmo com o sucesso do programa, o RPM não pensa em lançar um documentário para complementar esse produto. Queremos completar mais esse novo ciclo antes de nos aprofundarmos novamente em um resgate do nosso passado, determina Schiavon.

2 comentários:

Merikol disse...

Olá, como vai?

Interesante o seu blog. Postei várias matérias e notícias em meu blog cultural, sobre o RPM. Dê uma olhada lá: http://cultural-mente.blogspot.com

Anônimo disse...

Parabéns a bsnda RPM VOCÊIS SÃO DEMAIS!!VOLTEM LOGO PRECISAMOS DE MUSICAS BOAS QUE SÓ VOCÊIS SABEM COMPOR E CANTAR!!!!