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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Meu ídolo..

Já a muito tempo, que eu estava pensando em desenvolver um mural onde eu pudesse compartilhar com meus amigos, desabafar, falar sobre todos os assuntos, principalmente de uma pessoa



que admiro ''pacas'', seu nome: Paulo Ricardo Oliveira Nery de Medeiros, ou simplesmente PAULO RICARDO, nasceu no Bairro da Urca/ Rio de Janeiro em 23 de setembro de 1962.


O COMEÇO

Carioca, cresceu ouvindo Bossa Nova e Jovem Guarda. Primeiro filho de Sônia ( professora) e Waldeck ( militar), mudou de cidade várias vezes acompanhando a família. Decidiu por sua vida de cantor aos 5 anos de idade quando assistiu o filme de Roberto Carlos "Em Ritmo de Aventura" levado por seu pai.

Ainda no Jardim da Infância, foi quando pela primeira vez subiu ao palco em um programa infantil na TV Globo ( Rio da Janeiro), apresentado por Augusto Cesar Vanucci, cantando por três sábados seguidos. Aos 7 anos trabalhou desfilando nas passarelas como modelo mirim.
Parou com os desfiles porque achou na época que isso era "coisa de bicha".





Aos 10 anos a família foi morar em Brasília e Paulo Ricardo detestou a cidade. Na adolescência viveu seus complexos com as garotas por usar óculos de miopia, só resolvido ao colocar lentes de contato.
O único homem entre duas irmãs ( Christiane e Rosane), era péssimo nos esportes, e não suportava as turminhas de filhos de militares que povoavam as super quadras. "Virei um adolescente recluso, que ficava trancado no quarto, ouvindo discos."
Seus preferidos eram Stevie Wonder, Beatles, Rolling Stones, Elton John, Marvin Gaye e Jackson Five. Ainda em Brasília participou de um curso de verão e monta, com o amigo Ismael, sua real primeira banda, ''Prisma''.


Aos 15 anos, mudar para São Paulo foi um alívio. Nesse período, começou a se interessar pela MPB. Descobriu Caetano, Jorge Mautner e ficou fascinado. Foi quando Paulo Ricardo começou a namorar Eloá Ramos Chouzal, que morava em frente à casa onde Luiz Schiavon ensaiava com May East.

O casal resolveu um dia visitar os vizinhos, que estavam num ensaio crucial que decidiam entre cantar em inglês ou português. Paulo Ricardo deu seu voto, opinando pelas letras em português e assim conheceu Luiz Schiavon.

Neste dia conversaram muito sobre música. Paulo estava começando sua carreira como crítico musical e Schiavon era um pianista clássico, que buscava um novo caminho mais popular, mas sentiu dificuldade em encontrar alguém. Foi assim que Paulo recebeu o convite para integrar o “Aura”, uma banda de jazz-rock que ainda tinha Paulinho Valenza na bateria.
Depois de três anos de ensaios e nenhum show, Luiz encantou-se pela música eletrônica e pela tecnologia de novos sintetizadores.

Nesse periodo Paulo prestou então vestibular de Jornalismo na Escola de Comunicação e Artes - USP mas não resistiu.
Após 2 anos abandonou o curso e decidiu morar na Europa – resolveu abandonar tudo, vender o que tinha e o que não tinha, embarcou com a namorada Eloá primeiro na França e depois em Londres, de onde escrevia sobre novidades musicais para a revista Som três e se correspondia com freqüência com Schiavon.

Suas principais colaborações como crítico foram para o extinto jornal Canja, além do Som Três e Pipoca Moderna.
Assim que chegou de Londres procurou novamente Schiavon, agora com idéias mais claras a respeito do tipo de música que gostaria de fazer, os dois começaram a compor. As primeiras foram ''Olhar 43'', ''A Cruz e a Espada'' e ''Revoluções por Minuto''.


1985: REVOLUÇÕES POR MINUTO


Gravaram uma fita demo destas músicas com uma bateria eletrônica e encaminharam à gravadora CBS que considerou-as difíceis de tocar nas rádios. O nome 45 RPM (45 rotações por minuto) foi sugerido inicialmente em uma lista de nomes feita por uma amiga.
Schiavon e Paulo gostaram do nome, mas tiraram o 45 e mudaram o Rotações por Revoluções.
Entram Deluqui e Júnior. Na verdade o som de um baixo, teclados e bateria programada deixava o RPM com um som frio demais. Faltava a guitarra. Fernando Deluqui, um guitarrista de estilo punk que vinha da banda Ignoze fazia participações em shows pan-culturais de May East, onde também participou da gravação do disco.
Schiavon havia sido convidado para uma participação em um dos show de May East onde pôde mostrar a Deluqui as três músicas da fita demo. Em seguida fizeram alguns ensaios e o som deu certo. Assim, Deluqui entrou para o RPM como o guitarrista. E Júnior como baterista, deixando de lado a bateria eletrônica.

Gravaram uma segunda fita demo com Deluqui e Júnior. O baterista logo saiu, mas pôde participar de alguns shows em danceterias de São Paulo, como a Tífon, Raio Laser, Clash e a Madame Satã. E desta vez as gravadoras CBS (a mesma que havia recusado inicialmente) e Odeon se interessaram pelos rapazes.


Desta forma, preferiram assinar contrato com a CBS que mostrava melhores condições. Gravaram Louras Geladas como um teste e a música se tornou um hit nacional que entrou nas rádios fm's através do disco Rock Wave.

Gravaram um compacto com Louras Geladas e Revoluções por Minuto que acabou sendo censurada pelos versos "Agora a China toma coca-cola" e "Aqui na esquina cheiram cola" com alegação de apologia as drogas. Mas tudo acabou bem e a censura liberou.



O compacto foi um sucesso, o que permitiu a gravação do primeiro Long Player da banda. Mas sem baterista, não dava pra gravar.
Schiavon lembrou-se então de Paulo Pagni, que havia conhecido quatro anos antes, em uma improvisada jam-session.
P.A. era um músico experiente que havia passado algum tempo nos EUA e que de volta ao Brasil montara um estúdio de ensaios, o Planeta Gullis.

Em janeiro de 1985, P.A. entrou para o RPM como convidado, no meio da gravação do LP. Em março de 1985, a banda voltou a fazer shows e foi em um destes shows, no Noite Carioca, que Ney Matogrosso se interessou pelos garotos que após uma conversa com Manoel Poladian resolveram que o Ney seria o diretor dos shows.


Em setembro de 1985, estreiou o novo show no Teatro Bandeirantes, o que permitiu uma grande divulgação do RPM e assim o primeiro LP estourou 300 mil cópias com direito a um disco de ouro e outro de platina.
Neste período, a banda perde um pouco o controle, e os músicos começam e entrar na fase dos excessos, seja com bebidas, drogas e mulheres.


REVOLUÇÕES POR MINUTO

Faixas:


1. Rádio Pirata
2. Olhar 43
3. A Cruz e a Espada
4. Estação no Inferno
5. A Fúria do Sexo Frágil Contra o Dragão da Maldade
6. Louras Geladas
7. Liberdade/Guerra Fria
8. Sob a Luz do Sol
9. Juvenilia
10. Pr´esse Vício
11. Revoluções por Minuto
Em outubro de 1985 Paulo Ricardo casou-se com Moira Lynch ( produtora) bem no começo da explosão do RPM, dos três anos em que viveram juntos, nasceu Paola Victoria.



1986: RÁDIO PIRATA AO VIVO     

Nessa época, Paulo Ricardo gravou ''Agora eu Sei'' com a banda Zero que por sinal foi um sucesso geral.

Assim, perceberam que era o momento exato para a gravação de Rádio Pirata ao Vivo. Os shows para a gravação aconteceram em 26 e 27 de maio de 1986 no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo.

Resultado, foram vendidas 500 mil cópias antes de chegar as lojas. Fato inédito no Brasil, a banda conseguiu um disco duplo de platina.



Faixas

1. Revoluções por minuto
2. Alvorada voraz
3. A cruz e a espada
4. Naja (Instrumental)
5. Olhar 43
6. Estação no inferno
7. London, London
8. Flores astrais
9. Rádio Pirata



Graças a um repertório de pop-rock e a um show superproduzido como nunca antes havia rolado no Brasil, o quarteto gerou uma idolatria digna dos Beatles, com cenas de histeria explícitas a cada nova apresentação.
O disco Rádio Pirata ao Vivo, o segundo da discografia da extinta banda paulistana, é o registro fiel de uma dessas performances ao vivo, e inclui boas releituras de músicas do disco de estréia, como Olhar 43 e Rádio Pirata, aliadas as faixas até então inéditas, como Alvorada Voraz e a instrumental'' Naja'', além dos covers de dois nomes que os influenciaram muito, ''Flores Astrais'' do Secos & Molhados, e ''London London ''de Caetano Veloso. O álbum vendeu mais de dois milhões de cópias e detonou a erRe Pê eMê - mania, além de ter sido um dos primeiros discos ao vivo a vender bem por aqui, a banda ganhou centenas de matérias em revistas de todo o Brasil.

Mesmo com todo o sucesso no Brasil e em países como França e Portugal, o RPM que até teve um Globo Repórter especial e havia se tornado albúm de figurinhas, passava por uma situação difícil.

A verdade é que já existia um clima tenso entre os integrantes. Paulo Ricardo se viu alçado quando aos 24 anos, era considerado o maior símbolo sexual brasileiro. Assim, Paulo começou a ser muito requisitado em entrevistas o que deixava a impressão de que o RPM era a banda de apoio de Paulo Ricardo. A gravadora CBS precisou intervir no superestrelato do baixista e cantor.
Mas nem mesmo assim, os jornais e revistas deram trégua. Já que Paulo com seu carisma, beleza, inteligência e talento se sobressaia naturalmente.


As coisas só foram piorando quando Paulo Ricardo começou a ser procurado e visto por jornalistas e fãs como se fosse modelo e não músico. Além disso, rolou muita droga entre eles.


Paulo Ricardo: ''Estávamos vivendo um sonho. Foi a fase que a gente só fumava, tomava ácido e quase não cheirava. Depois começou a pintar pó... Mas eu era o mais novo e o menos resistente, qualquer coisinha já vomitava mesmo... O Nando (Fernando Deluqui, guitarrista) teve uma hepatite alcoólica. O Schiavon (Luís Antônio Schiavon Pereira, tecladista) também tem problema de fígado. O P.A. (Paulo Antônio Figueiredo Pagni, baterista) nem se fala, quase o enterrei em Los Angeles. Todo mundo cheirou muito nos anos 80; era uma droga relacionada ao universo yuppie. As pessoas começaram a cheirar muito cedo. Comecei a dar um teco aos 24 anos e conheci gente que, aos 15, já tinha sérios problemas de dependência... ''
Paulo Ricardo: ''Quase perdi o meu batera, o P.A. Fomos mixar um disco em Los Angeles e ele começou a passar mal na viagem. Em Lima, queria descer''. falei: "Cara, são duas horas da manhã. Se descer em Lima, você vai morrer de infecção hospitalar. Morre em Los Angeles que é mais legal (risos)." Em Los Angeles, no táxi, ele ia botando um líqüido estranho pra fora e gemendo... Eu pensei: "Ele vai morrer. Puta que o pariu!" Aí fomos prum puta hospital e furaram logo a barriga dele, deram injeção... Foi uma crise de pancreatite, mais um pouco e ele teria morrido. ''

Nessa época Paulo já separado de Moira, conhece a linda Luciana Regina Vendramini nascida em Jaú, no dia 10 de dezembro de 1970. Começou a carreira estudando e dando aulas de balé clássico, quando recebeu o convite da Xuxa pra fazer parte do elenco do programa. Estreou no programa em 1986, saiu no ano seguinte, foi garota do Fantástico e pousou para a Playboy sem ter completado 18 anos.






1987: A PRIMEIRA SEPARAÇÃO

A crise entre o grupo foi ficando mais intensa, algo muito natural para as bandas da época como o Blitz de Evandro Mesquita, o Barão Vermelho de Cazuza e até mesmo os Secos & Molhados de Ney Matogrosso em 1973. Todas essas bandas passaram pelo mesmo problema o que já dava pra imaginar o que aconteceria em seguir.

Em junho de 1987, houve o lançamento oficial do mix em que se encontravam o grupo de rock de maior sucesso do Brasil - o RPM (mais de 3 milhões de cópias vendidas de seus dois LPs) e um dos monstros sagrados da moderna MPB - Milton Nascimento, o RPM & Milton ( 1987). As músicas eram muito boas, mas não era o que os fãs esperavam. Eles ainda fizeram algumas apresentações em vídeo para o Fantástico.

Um detalhe: Na época Paulo Ricardo teve problemas com o porte de droga, no aeroporto do Galeão, quando preparava-se para viajar a Londrina. Apesar da prisão em flagrante, contou com a habilidade de Arlindo Coutinho, "assessor de pepinos especiais" da CBS, que não só conseguiu liberá-lo como garantiu ainda a sua viagem a Londrina, em táxi aéreo, a tempo de ali o RPM fazer um show.

Especulações apontaram que o fim da banda se deu após o grande investimento na RPM Discos, uma gravadora com selo próprio que não deu certo e acabou inundando os integrantes em dívidas e brigas. A única banda que a RPM Discos lançou foi o Cabine C, do ex-titã Ciro Pessoa, com o LP Fósforos de Oxford, gravado em excelentes estúdios e com capa e encartes luxuosos. Uma experiência em auto produzir videoclip também resultou em prejuízos. E o projeto de um longa-metragem foi a gota dágua para a separação do grupo: o cineasta Sérgio Rezende (Até a Última Gota, O Homem da Capa Preta, O Sonho Acabou) trabalhou durante dois meses no roteiro, com Marcelo Rubens Paiva (Feliz Ano Velho), amigo e colega de escola de Paulo Ricardo, Fernanda Torres chegou a ser contratada para o filme que seria produzido por Luís Carlos Barreto. Uma produção destinada a ter, em 1987, o mesmo impacto up-to-date, que Richard Lester conseguiu com os Beatles no auge de sua fama (Os Reis do Ié-Ié-Ié, Help), mas que não se concretizou. O fim da banda se deu em agosto de 1987. Após o fechamento da RPM Discos.


                                                            1988: QUATRO COIOTES


Certamente o sucesso do RPM causou uma superexposição da banda e os problemas internos começaram a aparecer. Em 1987, Deluqui e Paulo Pagni abandonaram a banda, retornando somente em março de 1988, quando foi lançado o álbum "Quatro Coiotes". 

                                                         Faixas


1."Quatro Coiotes"
2."A Dália Negra"
3."Um Caso de Amor Assim..."
4."Ponto de Fuga"
5."Partners"
6."A Estratégia do Caos"
7."Sete Mares"
8."Quarto Poder"
9."O Teu Futuro Espelha Essa Grandeza"
10."Show It To Me"


A banda ressurgia aparentemente mais amadurecida, com um disco com base na percussão (do brasileiro Paulinho da Costa, radicado nos EUA).
Gravado entre novembro/87 a fevereiro/88, nos estúdios da Sigla em São Paulo e Light House, em Los Angeles, o som é estritamente alto, com o instrumental sobrepondo-se às letras (todas, exceto "Ponto de Fuga", de Paulo Ricardo).
Destacam-se também o erotismo de ''A Dália Negra'' e também a critica social de ''O Teu Futuro Espelha Essa Grandeza'', com participação de Bezerra da Silva. O disco contou com tiragem inicial de 250 mil cópias (na época, disco de platina).

Na gravadora, o RPM ainda tinha destaque, pois chegara a empatar com Roberto Carlos em termos de vendagem, ainda a maior fonte de receita da empresa. Houve uma grande divulgação na época: em algumas rádios o disco chegou a ser executado por inteiro em meio à programação. Mesmo assim foi considerado um fracasso para os padrões do RPM.

Um detalhe : nesse novo albúm, a banda aparece com um novo visual, no melhor estilo “metal americano”, os cabelos compridos, roupas de couro, fotos sombrias. Técnicamente, o disco é muito bom, destaque para “Ponto de Fuga”, “Partners” e “Quatro Coiotes”, a melhor do álbum.


Não se sabe a ocasião, mas o grupo ainda viria a realizar a regravação de "A página do relâmpago elétrico", de Ronaldo Bastos, em 1989.

                                                           1989: NOVAMENTE  A  SEPARAÇÃO

Apesar de tudo, o disco não emplacou e a banda começou a pensar em seu sucessor. Só que eles não chegaram a um acordo sobre o material que seria produzido. Luiz Schiavon queria algo mais eletrônico e dançante, enquanto o resto da banda estava mais para as guitarras distorcidas e batidas pesadas. Como ninguém se entendia, a banda decretou seu fim ( novamente) e fez suas últimas apresentações no Dama Xoc em 1989.

Na época Paulo Ricardo ( 25 anos) casou com Luciana Vendramini  ( 17 anos) matando de inveja toda uma legião de adolescentes. Vendramini era conhecida como ícone de beleza dos anos 90.
Casamento esse que durou quase 9 anos, em uma entrevista atual, depois de recuperada do TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) revela: ''Foram situações invertidas. Quando conheci o Paulo, ele tinha acabado a banda RPM e eu estava no auge da minha carreira e da minha vida. Nos apaixonamos e vivemos essa grande paixão que durou nove anos. Eu era bem careta, digo no estilo de vida. Trabalhava muito e estudava, então saía pouco. Drogas existem em qualquer meio de trabalho. Nunca me droguei, e mesmo o Paulo nunca me envolveu em nada disso. Ele tinha um zelo muito grande por mim, sabia que eu não curtia essa onda de drogas. Fumei maconha uma vez e foi a pior coisa que me aconteceu.''

Na verdade a linda Vendramini, infelizmente acabou encarando juntamente com Paulo, a pior fase da vida dele, o término do RPM, a luta contra as drogas e ainda nesse época quando esteve em Manaus pegou uma hepatite que não conseguia permanecer em pé. Só comia alface e arroz integral. Paulo conta: ''Peguei em Manaus, por contaminação na água. Mas se estivesse com a saúde melhor talvez não tivesse pego.''






Com o fim do RPM, Paulo Ricardo decide seguir em carreira solo, assim preparou um disco solo com ajuda de Fernando Deluqui. Luís Schiavon fez o Projeto S e Paulo P.A. criou o Neanderthal. Destes, quem teve o melhor resultado foi Paulo Ricardo. Os outros caíram no ostracismo e consequentemente no esquecimento.

O primeiro trabalho foi lançado em 1989, intitulado “Paulo Ricardo” tinha a participação de Fernando Deluqui. O disco era o inverso do que eles queriam para o RPM, apresentando um rock pop simplório e trazia os hits “A um passo da Eternidade” e “A fina poeira do ar” com participação de Rita Lee.


Faixas


1. Canções, Revoluções
2. A Um Passo da Eternidade
3. Sem Mim
5. Um Paraiso
6. Viver Por Viver
7. A Arte de Fazer Amor
8. A Fina poeira Do Ar
9. O Nylon e o Marfim
10. Nas Rochas

1991:  PSICOTRÓPICO

Em 1991 é lançado seu segundo álbum, “PsicoTrópico” onde o rock continuava pulsando. Destaque para a parceria com Liminha e a participação e Sandra de Sá na música “Sexy e quente”.



                                                                               Faixas


1. Signo
2. Nas Nuvens
3. Polícia & Ladrão
4. 2 x 100
5. Impérius Rex
6. Sexy e Quente
7. Dia da Caça
8. Gosto
9. De repente
10. How Coult I Know


1993: O RETORNO DO RPM


Em 1993, Paulo Ricardo e Fernando resolvem trazer à tona o nome RPM.
O trabalho teve o nome “Paulo Ricardo & RPM”. Convidaram o tecladista Franco Júnior e o baterista Marquinho Costa e lançaram um álbum no melhor estilo Hard Rock. A banda emplacou a faixa “Gênese”, mas foi iniciado um boicote ao novo RPM, que ainda fez uma versão deste disco em castelhano para depois se separar.




Faixas


1. Perla (Pé*** censurado ***)
2. Genesis (Gênese)
3. Veneno (Veneno)
4. Surfer Plateado (Surfista )Prateado
5. El Fin (O Fim)
6. Otro Lado (Outro lado)
7. Hora do Brazil (Hora do Brasil)
8. Eclipse (Eclipse)
9. Tren (Trem)
10. Vírus (Vírus)
11. Falsos Oásis (Falsos Oasis)


1994: ROCK POPULAR BRASILEIRO

Em 1994, lançou o trabalho “Rock Popular Brasileiro”, onde o cantor faz uma releitura de vários clássicos do rock e do pop nacional. A participação de Renato Russo em “A cruz e a espada” se tornou um hit, 10 anos após seu lançamento com o RPM. Tem início um flerte do cantor com a música pop brasileira, com a gravação de “Baby” de Caetano Veloso e “Lumiar” de Beto Guedes.
Á partir daí a carreira de Paulo Ricardo começou à trilhar o caminho do pop-romântico, mostrando a influência que Roberto Carlos sempre teve em sua carreira.
 
Faixas
 



1. Bete Balanço
2. Tempo Perdido
3. Baby
4. Noite e Dia
5. Me Liga
6. Marwin
7. Um Certo Alguém
8. A Dois Passos do Paraíso
9. Nada Vai Me Convencer
10. Agora Só Falta Você
11. A Cruz e a Espada
12. Lumiar
13. Ouro de Tolo
14. Ideologia


1997: O AMOR ME ESCOLHEU

Apesar de tudo, parecia que o mercado não estava bom para o rock. Foi quando Paulo Ricardo resolveu passar uma borracha no passado e lançou em 1997 “O Amor me Escolheu”. O álbum decepcionou os antigos fãs, pois foi um disco totalmente brega, com um romantismo que beirava a cafonice, mas Paulo Ricardo conseguiu emplacar vários hits.

Nem de longe ele lembrava o sex symbol do rock brasileiro da década de 80. Seus shows agora estavam repletos de senhoras e famílias procurando entretenimento. Os mais radicais diziam que ele estava decadente e estava sofrendo de dor de cotovelo, pois havia terminado o seu casamento recentemente.

Faixas

1. Eu Não Vou Mais Deixar Você Tão Só
2. Amor Em Vão
3. Só me fez bem
4. Que Pena
5. O Amor Me Escolheu
6. Tudo Por Nada
7. Depende
8. Dois
9. De novo
10. Não Identificado
11. Felicidade
12. Você é a canção
13. Lilás
14. Cuando te Vas ( bonus track)

Nesta época, fernando Deluqui já estava longe, talvez por medo de se contagiar. O guitarrista fazia trabalhos de free-lancer e chegou a integrar o Engenheiros do Hawaí. Paulo P.A. e Schiavon continuavam no anonimato.
 
Assim, seus integrantes tomaram outros rumos e Paulo Ricardo seguiu carreira solo, preferiu optar pelo gênero romântico onde começou a se destacar a partir da música ''Dois'', tema da novela Corpo Dourado, da Rede Globo.

Paulo Ricardo: ''Mas em 1995 foi um ano marco, precisei parar e repensar tudo: o lado físico, o espiritual e o profissional. Foi o ano em que o RPM acabou definitivamente. A segunda fase do grupo, a tentativa de volta, foi um fracasso. Meu casamento com a Luciana Vendramini também não estava bem. A minha vaidade estava a zero. Eu comia pizza e tomava chope todos os dias. Não estava nem aí. Até que um belo dia me vi na TV. Nossa! Eu parecia o Elvis Presley. Fiquei chocado. Estava 11 quilos acima do meu peso. A balança marcava 88 quilos. Pensei ' chega' primeiro passo cuidar da minha aparência. Morava em São Paulo e passei a correr em volta do prédio da USP. Depois disso, vim morar no Rio, continuei fazendo cooper diariamente, contratei um personal trainer e fui me sentindo cada vez melhor. Experimentei até a tal dieta da sopa. Fiz durante um mês e emagreci 6 quilos. Depois incorporei uma nova rotina alimentar. Não comia mais frituras e doces. Tudo somente grelhado ou cozido.''



“O Amor me Escolheu” de 1997, trouxe esta tendência e mostrou Paulo Ricardo na capa, flechado, fazendo uma alusão à São Sebastião. Neste trabalho gravou sucessos de Djavan, Jorge Ben Jor e Fagner.

“Dois” foi a música mais tocada no Brasil naquele ano. A canção “Tudo por nada” - sua versão em português para “My heart can´t tell you no”, gravada por Rod Stewart em 1988 - foi o tema de abertura da novela “Pérola Negra” do SBT em 1998. Além disso, regravou a música “E não vou mais deixar você tão só” de Antônio Marcos que Roberto Carlos já havia gravado em “O Inimitável” de 1968.

Paulo Ricardo até que tinha uma vida bacana em São Paulo, casado, tranquilo, mas quando mudou para o Rio de Janeiro, tudo mudou. Os interesses não eram mais os mesmos. Chegou um momento em que quando ele estava acordando ela (Luciana Vendramini) estava indo dormir. Foi algo natural e quando perceberam já estavam separados.


1999: A FASE ULTRA-ROMÂNTICO


Com o fim do relacionamento com Luciana Vendramini, parece que Paulo acabou ficando muito mais romantico, e acabou mostrando isso na música e título do novo albúm“Amor de verdade” de 1999

Faixas
1. Sonho Lindo 
2. Ninguém Vai Tirar Você de Mim 
3. Por Amor 
4. Não Há Dinhiero Que Pague 
5. Muito Romântico 
6. Como Se Fosse a Primeira Vez 
7. A Namorada 
8. Amor de Verdade 
9. Eu Só Tenho Um Caminho 
10. Uma Palavra Amiga 
11. Mais e Mais
12. Você Não Serve Pra Mim



O trabalho é recheado por regravações do Rei e com as novas “Amor de verdade”, “Mais e mais” e “Como se fosse a primeira vez” ( estas duas em parceria com Michael Sullivan). Já a música “Sonho Lindo” foi abertura da novela “A Usurpadora” do SBT em 1999.
No mesmo ano sai o outro álbum de Paulo Ricardo na versão espanhola.

Faixas


1.Todo por nada
2. Dos (Dois)
3. Así tan sola (E não vou mais deixar você tão só)
4. La cruz y la espada (A cruz e a espada)
5. Punto final (Amor em vão)
6. Sé que me hizo bien (Só me fez bem)
7. El amor me eligió (O amor me escolheu)
8. Não identificado
9. Depende
10. Alguien especial (Um certo alguém)
11. Cuando te vas
12. Serás una canción (Você é a canção)





Em 2000 saiu o tiro de misericórdia. Paulo lançou mais um disco que batizou com seu próprio nome '' Paulo Ricardo''. O disco trazia composições de vários artistas, entre eles Michael Sullivan e Paulo Massadas.
A mídia execrou o disco e os fãs antigos achavam que Paulo havia enlouquecido de vez, pois o conteúdo do disco, beirava o rídiculo. Era totalmente romântico, foi lançado pela Universal e trouxe 13 canções, das quais 11 foram compostas pela dupla.






Faixas
1. "Viver Um Grande Amor"
2. "Eclipse Total"
3. "Vai"
4. "Tudo Por Você" 
5. "Quando O Inverno Terminar"
6. "Segredo"
7. "Lolita"
8. "A Paixão"
9. "Turquesas e Corais"
10. "Pra dizer Que Eu Te Amo"
11. "Triste"
12. "Céu da Boca"
13. "Por Quê? (Na Dor e No Prazer)"


  
Em seu terceiro disco da fase romântica, Paulo Ricardo nunca foi tão coerente com seus objetivos.
Ele não quiz mais provocar, como nos primórdios do RPM (Revoluções Por Minuto). Aparentemente, também não quis ser reconhecido como propagador de tendências pop de ponta, letrista genial ou mesmo... baixista. Depois de um assumido tributo a Roberto Carlos (o CD Amor de Verdade, do ano passado), o que ele buscava era a consolidação de sua posição dentro de um mercado de música romântica cada vez mais nivelado por baixo (no Brasil e no restante da América Latina, com seus Alejandros Saenz e Enriques Iglesias), mas mantendo lá alguma dignidade.



A parceria com Michael Sullivan rende um pacote de canções absolutamente inofensivas, com um indisfarçável gosto de déja vu. Paulo Ricardo era o Roberto Carlos dos discos mais recentes (sem as músicas religiosas).



2001: IMAGINE- JOHN LENNON
Yoko e John



Em 2001, Paulo Ricardo regravou “Imagine”, música de John Lennon, que foi tema da novela “Estrela-Guia” da Rede Globo. Para a gravação da canção, foi necessária a permissão da viúva Yoko Ono, que autorizou, pessoalmente à Paulo Ricardo, não só a regravação, como também a versão em português, escrita pelo próprio cantor.


2002:  MAIS UM VEZ A VOLTA DO RPM


No meio de 2001 Paulo Ricardo já estava gravando seu próximo disco solo, que prometia ser mais rock'n roll, em Paris, quando os borbulhos da volta do RPM já estavam estourando. Deu, então, como encerrada sua carreira solo e arquivou tudo o que tinha feito.

A maioria já havia perdido a esperança, quando a MTV anunciou que produziria o show de retorno do RPM original. A banda gravou a música “Vida Real” que emplacou nas rádios. Ficava a dúvida se os bons tempos voltariam ou se Paulo Ricardo surtaria de novo.
                                      

Faixas

1. Revolução Por Minuto
2. Alvorada Voraz
3. Juvenília
4. Sete Mares
5. Fatal
6. Liberdade / Guerra Fria
7. London London
8. A Cruz E A Espada
9. Exagerado
10. Vem Pra Mim
11. Carbono 14
12. Sob A Luz Do Sol
13. Rainha
14. Louras Geladas
15. Rádio Pirata
16. Vida Real
17. Olhar 43
18. Faixa Bônus :Onde Está O Meu Amor ?


Para o bem da humanidade, Paulo Ricardo assumiu o baixo novamente e comandou o RPM no show para a MTV, que virou disco. Só foram incluídas os clássicos, além de músicas novas como “Vida Real”, “Carbono” e “Rainha”.



Um fato lamentável foi não terem incluído nenhuma música do disco lançado em 93 e terem deixado de fora canções com “Quatro Coiotes” e “Flores Astrais”, mas nada é perfeito. No final de contas , valeu á pena esperar.


Nesse período Paulo conhece a arquiteta Raquel Silveira num jantar beneficente promovido pela Marília Gabriela , no restaurante Leopoldo, em São Paulo. ''Já tinha ouvido falar dela, mas por mais que você ouça histórias e elogios, nada substitui o contato pessoal. Fiquei obviamente querendo conhecê-la melhor, apesar de, na época, eu estar morando no Rio e ela em São Paulo”, lembra o músico. Depois de se conhecerem, Paulo Ricardo pediu o telefone de Raquel à promoter Alicinha Cavalcanti. “Precisei de dois ou três dias pra tomar coragem e ligar pra ela”.

“A gente combinou de sair umas três vezes e não rolou”, conta Raquel. O primeiro encontro dos dois foi numa tarde na casa da jornalista, mas não rolou nada, porque a casa estava cheia e eles não estavam com pressa. “Depois, quando ficamos a sós não demorou muito pra gente se beijar”, diz Paulo.


O primeiro casamento de Raquel Silveira foi com o advogado Rodolfo Pirani com quem ficou 11 anos e desse relacionamento tiveram 2 filhos: Luíza Pirani e Rodolfo Pirani.
Raquel também foi a Sra.Guanaes durante sete anos e desse casamento veio o terceiro filho: Antônio Guanaes . Separada há dois anos de Nizan Guanaes, ela foi aquinhoada com parte do patrimônio do publicitário. Raquel também namorou por dois meses Fernando Altério, proprietário do DirecTV Hall.

Mas o namoro com Paulo Ricardo ficou mais sério depois do Carnaval/2002, quando os dois foram viajar para Paris. depois de um mês, Paulo Ricardo se mudou para o apartamento luxuoso de Raquel, nos Jardins, zona sul de São Paulo, onde ela morava com os três filhos,  Já está tudo arrumado, as coisas dele estão todas no lugar, diz Raquel. O apartamento do cantor, no Leblon, bairro do Rio de Janeiro, onde ele vivia sozinho, foi desativado.
No apartamento de cinco quartos em que Raquel morava com os filhos, sempre dizia que tinha lugar para todos. Cabe todo mundo”, diz ela. Cabe também a banda de hardcore de Rodolfo.

Paulo na época até fez jam sessions com Rodolfo, acompanhado da filha Paola, que é baixista. Só faltava o empresário de Paulo Ricardo, Manoel Poladian, liberar a agenda do cantor para ser definida a reserva na igreja. “Está nas mãos dele, diz Raquel. Coisas de popstar.


"Confesso que fiquei surpresa quando soube do namoro, mas depois percebi nos olhares deles a paixão e a tranqüilidade", disse a apresentadora Astrid Fontenelle, amiga do casal.

A mudança para São Paulo se daria de qualquer jeito. Com a volta do RPM, Paulo tinha encontros diariamente com Fernando Deluqui, Paulo Pagni e Luiz Schiavon no estúdio para ensaiar.

Logo lançaram um single ''Vida Real''que foi tema de abertura do programa Big Brother Brasil da Rede Globo, fenômeno de audiência em todo o mundo. A música foi escolhida como a melhor versão do reality show pela própria Endemol, detendora internacional dos direitos do programa. No final do mesmo ano teve início o trabalho com a MTV para lançamento de um especial do RPM com CD e DVD. O álbum “MTV RPM 2002″, foi gravado ao vivo no teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, nos dias 26 e 27 de março 2002. O trabalho vendeu mais de 300 mil cópias do CD e 50 mil cópias do DVD.


O ano de 2002 foi repleto de realizações. A Dreamworks convidou Paulo Ricardo para fazer a trilha sonora da versão brasileira do filme Spirit - O Corcél Indomável, que teve a versão original em inglês gravada pelo cantor por Bryan Adams. Com este trabalho, recebeu prêmio da DreamWorks de melhor performance vocal internacional na tradução de Spirit.

Não demorou muito e em 30 de Julho de 2002, ao som de Rachmaninoff, a noiva Raquel Silveira, acompanhada pelo pai, Alcebíades Braz da Silveira, entra na Igreja São José, no Jardim Europa, em São Paulo.
Vestida com um modelo de cauda longa criado pelo amigo estilista Ocimar Versolato, a ex-mulher do publicitário Nizan Guanaes, foi ao encontro de seu noivo o vocalista da banda RPM Paulo Ricardo, três anos mais jovem ( a roupa do noivo foi preparada sob medida na Gucci/ São Paulo).
Após a cerimônia religiosa, o casal recebeu cerca de 600 amigos em uma festa no Jockey Club. Famosos como Astrid Fontenelle, Serginho Groisman, Hortência e Costanza Pascolato prestigiaram a união.
A lua-de-mel foi suspensa, devido a agenda de shows lotada. Mas depois se deliciaram na Itália..




( matéria da revista PLAYBOY) ''Paulo Ricardo é aquele cantor do RPM que ganhou um monte de dinheiro e gastou tudo em cocaína. Enlouquecido pelas drogas, decaiu até a sarjeta. Só se recuperou quando vendeu a alma ao diabo virando cantor brega. Recentemente, se deu bem casando com uma mulher muito rica. É essa pelo menos a mitologia que alguns jornalistas e fofoqueiros espalharam por aí.''

Em novembro 2002, Paulo Ricardo iniciou sua participação, como ator, na novela “Esperança” da Rede Globo, no papel de Samuel, par romântico de Camille, interpretada por Ana Paula Arósio. Além disso, compôs e interpretou com o RPM a música “Onde está meu amor?”, música tema da personagem de Nina, interpretada por Maria Fernanda Cândido.

Paulo Ricardo pareceu não se importar com as críticas negativas em torno de sua atuação em “Esperança”. Paulo: Tento aprender com os meus erros. No início estava bastante travado e isso não acontece mais agora”.

Prova disso era, segundo ele, a aprovação do público que o assedia constantemente. “As tias noveleiras de uns amigos garantem que eu estava ótimo”, justifica. Não sou ator, mas dou o melhor de mim. Além disso, meu único medo é o de sentir medo”, filosofa ele, citando o ex-presidente norte-americano Franklin Roosevelt.


Mesmo assim, o cantor que recebeu um convite de última hora do diretor Luiz Fernando Carvalho, ainda teve a preocupação de fazer um “laboratório”. Para melhor se ambientar com os acontecimentos da década de 30, Paulo Ricardo conversou com Martin Woorzmann, um judeu que fez o mesmo percurso de fuga para o Brasil que Samuel durante a ascensão do nazismo na Alemanha. “Recebi dicas preciosas sobre a cultura e os hábitos judaicos para compor o perfil do Samuel”, explica.

A identificação com o personagem foi imediata. O fato de ser um artista irreverente e à frente do tempo é o que mais me impressiona”, conta.
Mas a dedicação do cantor não foi suficiente para espantar o nervosismo do primeiro dia de gravação. O cenário, o Cais do Porto, no Rio de Janeiro, numa cena que envolvia 400 figurantes. “Foi um pouco complicado, mas felizmente tive o auxílio do John Herbert”, recorda o cantor, referindo-se ao intérprete de Jonathan, pai de Samuel.

Apesar da inexperiência, o cantor que anteriormente havia “atuado” apenas nos clipes do RPM, acabou se surpreendendo com o destaque de Samuel na trama. Principalmente após a entrada de Walcyr Carrasco, que assumiu a novela em dezembro daquele ano. “Sabia que ele era uma peça importante na história, mas não imaginava que fosse se envolver com outros núcleos”, conta.

A princípio, a chegada de Samuel tinha como o único objetivo formar o par romântico com Camily, vivida por Ana Paula Arósio. Ele, inclusive, não poupa elogios à atriz. “Ela é um exemplo de profissionalismo e tem sempre os textos na ponta da língua, surpreende-se. Mas com as mudanças da trama, o cineasta agora tenta, de todas as formas, seduzir Maria, papel de Priscila Fantin, por quem acaba se apaixonando de verdade.

Mesmo assim, Paulo Ricardo não protagonizou cenas mais ousadas. Até porque se tivesse cenas mais quentes iria acabar me queimando...por causa das minhas tatuagens”, alega ele, que possui quatro enormes tatuagens espalhadas pelo corpo.







Um escandalo que marcou na época, foi a nova versão da letra de Alvorada Voraz, do disco MTV RPM 2002. O ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf se sentindo ofendido com a letra, resolveu processar o Grupo por danos morais. A polêmica sobre a canção - que comenta a situação política do país - se encontra no trecho "O caso Sudam, Maluf, Lalau, Barbalho, Sarney/ E quem paga o jornal é a propaganda/ pois nesse país é o dinheiro quem manda/ E juram que não/ corrompem ninguém/ Agem assim / pro seu próprio bem/ São tão legais, foras-da-lei/ Pensam que sabem de tudo/ o que eu não sei, eu sei.” Os advogados de Paulo Maluf consideraram que o RPM desejava  "repercutir negativamente e de forma degradante" o nome do político, associando-o a corrupção e atividades ilegais.
No entanto, o Juiz negou e Maluf perdeu a ação de indenização que movia contra os integrantes da banda RPM – Paulo Ricardo Oliveira Nery de Medeiros, Luiz Antonio Schiavon Pereira, Paulo Antonio Figueiredo Pagni e Fernando Deluqui.


2003: O FIM DO RPM

Após alguns meses outro escandalo, em nota oficial postada no site oficial do grupo RPM da época, o guitarrista Fernando Deluqui e o tecladista Luiz Schiavon tornaram pública uma grave crise no grupo. Segue a nota:


Em Junho/Julho do corrente, quando a banda estava em plena turnê, o vocalista da banda RPM, Paulo Ricardo, registrou as marcas RPM, Revoluções Por Minuto e Rádio Pirata em seu próprio nome, sem avisar nenhum dos membros do grupo. Em seguida, também em segredo, iniciou a montagem de uma empresa, denominada RPM Entretenimento, com atribuições de gravadora e agência de empresariamento, sempre em seu próprio nome e sem participação dos membros da banda RPM.


Concluída esta preparação, a cerca de dois meses ele deu um ultimato aos membros do grupo. Ou assinaríamos um contrato com a empresa dele, que lhe daria poderes para decidir TUDO, inclusive repertório, capa, venda de shows, licenciamentos, propriedade sobre os fonogramas, etc, ou seríamos "excluídos" da banda. Todo o lucro destas operações ficariam para a "RPM S/A", da qual são sócios o próprio Paulo e três ou quatro "investidores', entre eles sua mulher e alguns amigos de ambos.


O repertório que durante meses foi elaborado pela banda, foi descartado. Era exigido que tanto o guitarrista Deluqui quanto o tecladista Schiavon "encaixassem" seus trabalhos nos arranjos de um novo repertório, apenas executando ou complementando partes previamente criadas por terceiros e pelo próprio Paulo. Também era exigido que Fernando Deluqui rescindisse seu contrato individual com a Universal Music, podendo desta maneira ser contratado (assim como os outros membros) como "artista exclusivo" desta nova empresa. Diga-se de passagem, contrariamente às obras anteriores, este "novo repertório" só tem composições do próprio Paulo, o que permite que obtenha um considerável rendimento adicional com direitos autorais.

Diante da recusa de Fernando e Luiz em aceitarem estas e outras imposições absurdas, ambos foram primeiramente pressionados a "abandonar a banda" que construíram juntos através de anos de trabalho árduo e, finalmente, comunicados por terceiros que ambos seriam "desligados" do grupo, uma vez que a marca RPM agora pertence à PRM Artes (PRM quer dizer Paulo Ricardo Medeiros).


Esta não é a forma de uma banda de rock trabalhar, especialmente o RPM, onde sempre houve espaço para que TODOS os seus integrantes criassem juntos, o que resultou numa sonoridade característica e reconhecida por milhões de fãs ao longo de duas gerações.


Tentamos nos últimos dois meses demovê-lo deste intento, mas isso não foi possível. Amparado no fato de haver registrado a marca e certo da força do poder econômico sobre a Justiça, Paulo segue em frente, atropelando quem se opõe à suas decisões despóticas.
Cai por terra a aura romântica da "independência" do Sr. Paulo Ricardo e seu posicionamento "contra a indústria fonográfica". O que o move, é simplesmente a ganância, o lucro e a determinação de controlar a tudo e a todos, mesmo que isso signifique enormes prejuízos morais e materiais a seus companheiros (atualmente ex-companheiros) de banda.


Em resumo - Este "novo" RPM, como está sendo apresentado, não passa de um engodo para disfarçar um projeto individual do Sr. Paulo Ricardo, que não tem a hombridade de fazê-lo com seu próprio nome, temeroso de uma possível rejeição do público e usa a marca da banda para garantir seus lucros. Usa-a também para confundir o público, profissionais do meio e promotores de shows, misturando o nome da banda RPM a uma nebulosa empresa "RPM Entretenimento", artifício este que permitirá que ele (ou seus funcionários) venda(m) gato por lebre.


Evidentemente não poderíamos concordar com isso. Esgotadas as possibilidades amigáveis, somos forçados a comunicar à imprensa, aos fãs e ao público em geral, que estamos entrando com as medidas judiciais cabíveis para proteger o patrimônio maior de um artista que é SEU NOME e SUA CREDIBILIDADE.


Fernando Deluqui e Luiz Schiavon

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O sonho voltou a ser realidade, mas não durou muito. A geração que nos anos 80 cantou e dançou ao som do RPM – grupo mais popular da década, com hits como Revoluções por Minuto, Louras Geladas, Rádio Pirata, Olhar 43 e muitas outras, que renderam a marca de 2 milhões de álbuns vendidos – vibrou com a notícia, em dezembro de 2001, de que depois de 12 anos separados Paulo Ricardo (voz e baixo), Fernando Deluqui (guitarra), Luiz Schiavon (teclados) e Paulo “P.A.” Pagni (bateria) voltariam à ativa.

Esse mesmo público, mais os jovens curiosos com as histórias que ouviam de quem hoje está na faixa dos 30 anos, lotou os shows que o quarteto fez Brasil afora – com direito a efeitos de luz, raio laser, projeções em 3D etc., para relembrar o impacto que a banda causava nos anos 80 (no retorno do grupo, inclusive, o marketing usado pela gravadora Universal era o de tratava-se da “volta do rock espetáculo”). Os fãs também compraram em boa quantidade o disco lançado pelo quarteto, RPM MTV Ao Vivo 2002, no qual dava uma recauchutada nos antigos sucessos e apresentava algumas músicas inéditas. Foram 270 mil cópias vendidas do CD e 50 mil do DVD.

Velhos e novos fãs que voltam a ficar órfãos, com a carta distribuída à imprensa por Deluqui e Schiavon no dia 17 de dezembro, na qual anunciam seu desligamento da banda e fazem várias acusações contra Paulo Ricardo. Através de sua assessoria, o cantor se defende e garante a continuidade do grupo, com P.A. e novos músicos contratados. Mas certamente o brilho não será o mesmo sem o guitarrista e o tecladista originais. Parece que a briga de egos que separou o RPM no final dos anos 80 voltou a atacar em princípios de 2000. Uma pena, já que RPM MTV Ao Vivo indicava uma volta triunfal do maior ícone do pop-rock brasileiro.

Mesmo tocando pouco no rádio, grupo conquista novos fãs. Apesar do sucesso nos shows de 2002 e 2003, o RPM não chegou a emplacar um grande hit nas rádios. Quando o CD foi lançado, em 2002, o quarteto e a Universal resolveram apostar inicialmente nas novas leituras dos antigos sucessos, como ''Alvorada Voraz ''e'' Juvenília''. Também foram para as rádios as inéditas ''Onde Está O Meu Amor ''(gravada em estúdio), que foi tema de uma novela global, e a boa ''Rainha'', que poderia até ter sido melhor trabalhada. Nenhuma delas obteve grande êxito, mas foram o suficiente para matar as saudades dos antigos admiradores e criar novos fãs (vários fãs-clubes foram formados em todo o país).


Na época, o grupo afirmou que era importante voltar relendo os sucessos para reafirmar seu espaço no cenário do pop-rock nacional. Mas em todas as entrevistas eles deixavam claro que desde o início estavam pensando em um novo disco só de músicas inéditas. Em entrevista coletiva no Espaço Criança Esperança, no Rio de Janeiro, em 16 de julho de 2002, Paulo Ricardo disse que, inclusive, já havia várias músicas prontas para este novo trabalho. “Acho que a tendência é melhorar. O nosso trabalho é consistente, as pessoas estão esperando o novo e se acertarmos nas canções temos condições de superar este disco”, disse o cantor, na coletiva.

Já Fernando Deluqui disse que o entrosamento continuava o mesmo, nem parecendo que haviam se passado 12 anos. Mas, um ano e cinco meses depois, a verdade veio à tona. Como aconteceu no passado, o relacionamento entre os quatro azedou durante a turnê e uma série de conflitos de interesses acabaria os separando novamente.

Deluqui e Schiavon começam a carta distribuída à imprensa – intitulada “A verdade sobre o RPM 2004”, enviada inicialmente por um e-mail do próprio domínio do grupo na internet e depois da produtora do guitarrista – acusando Paulo Ricardo de ter registrado as marcas RPM, Revoluções por Minuto e Rádio Pirata em seu nome, sem avisar aos demais integrantes da banda. Além disso, ele teria criado, também em segredo, uma empresa chamada RPM Entretenimento, que funcionaria como uma gravadora.

A Universal confirma que o RPM já não fazia mais parte de seu cast, tendo se negado a renovar o contrato após o disco ao vivo. No entanto, em nota à imprensa, Paulo Ricardo e P.A. negam que o restante do grupo desconhecesse as transações. “O registro das marcas foi feito com o conhecimento de todos os integrantes da banda”, diz a nota.

Deluqui e Schiavon seguem sua carta inconformados com o fato de que, a pedido de Paulo Ricardo, o repertório construído para o próximo disco teria que ser descartado. “Era exigido que tanto o guitarrista Deluqui quanto o tecladista Schiavon ‘encaixassem’ seus trabalhos nos arranjos de um novo repertório, apenas executando ou complementando partes previamente criadas por terceiros e pelo próprio Paulo”, diz o texto. Na nota de Paulo Ricardo, por sua vez, o cantor afirma que há tempos discutia com o grupo a renovação do trabalho e do repertório, mas que não se chegava a um consenso. Por isso, ele “optou por abrir novas frentes para a sua carreira e para a trajetória do RPM.”

(Em entrevista ao U.M.), o assessor de imprensa Fábio Pimentel explicou melhor a questão. Ele disse que no dia 5 de janeiro Paulo Ricardo e P.A. entrarão em estúdio para começar a gravar o novo disco do RPM, com dois guitarristas, um tecladista e percussionistas contratados. Segundo ele, a saída de Schiavon do grupo se deu por incompatibilidade artística. “O Schiavon vinha com aqueles tecladões dos anos 80, e se ofendeu quando o Paulo Ricardo disse que queria uma sonoridade nova. Ele queria algo mais moderno, com samplers, seqüenciadores. A música pedia uma coisa nova, e o Schiavon não acompanhou. O Paulo Ricardo quis trazer o RPM para 2004”, disse Fábio.

Quanto à saída de Deluqui, mais uma polêmica. Na carta da “verdade”, o guitarrista diz que Paulo Ricardo teria exigido que ele reincidisse seu contrato individual com a Universal para ser contratado como artista exclusivo da RPM Entretenimento. Fábio dá outra versão. “É estranho, porque com o Deluqui foi uma separação amigável. Ele, quando soube dos projetos do Paulo, recusou-se a continuar, dando preferência à sua carreira solo”, explicou o assessor.

O repertório da banda volta a ser motivo de polêmica mais à frente. Segundo Deluqui e Schiavon, as novas músicas seriam assinadas somente por Paulo Ricardo, “contrariamente às obras anteriores”, que são em parceria. Fábio, mais uma vez, nega. “O Paulo Ricardo sempre compôs as músicas sozinho. Ele foi ingênuo no início, deixando que os outros assinassem músicas feitas por ele.”

Chamando de “despóticas” as decisões de Paulo Ricardo, Deluqui e Schiavon afirmam que este “novo RPM” é um engodo para disfarçar um projeto individual do cantor, e terminam a carta dizendo que, esgotadas as possibilidades amigáveis, eles estão entrando na justiça “para proteger o patrimônio maior de um artista, que é seu nome e sua credibilidade”. Parece que a novela está só começando, mas o final todos conhecem, e é triste.
(Em entrevista com o 'O Estado' por telefone), Deluqui contou que Paulo Ricardo chamou o Sonic Jr. (uma dupla que está começando agora) para produzir o novo disco, e que o repertório teria 'pouquíssimas partes de guitarra e teclados': ''Não tem por quê esvaziar os arranjos das músicas. O RPM sempre teve teclado pra caramba e grandes solos de guitarra''. E arremata: ''Ele canta daquele jeito, com aqueles gemidos e gritinhos dele, e nem por isso a gente fica pressionando para ele cantar de outra maneira. O Paulo devia dar graças a Deus por ter conseguido reunir a banda, e ter mais força e humildade para seguir em frente. Mas ele está com os valores totalmente invertidos, baseados no ego e na ganância.''

Existia também a delicada questão dos direitos autorais: ''como assinar praticamente todo o novo repertório, Paulo Ricardo teria um considerável rendimento adicional com direitos''. O guitarrista e o tecladista contam ainda que, como se recusaram a trabalhar nessas condições, teriam sido pressionados a abandonar a banda, e depois comunicados de que seriam desligados, uma vez que a marca RPM agora pertence à PRM Artes (PRM de Paulo Ricardo Medeiros).
O texto termina dizendo que '' 'este novo RPM', como está sendo apresentado, não passa de um engodo para disfarçar um projeto individual do sr. Paulo Ricardo, que não tem a hombridade de fazê-lo com seu próprio nome, temeroso de uma possível rejeição do público, e usa a marca da banda para garantir seus lucros.'' E conclui: ''Usa-a também para confundir o público, profissionais do meio e promotores de shows, misturando o nome da banda RPM a uma nebulosa empresa 'RPM Entretenimento', artifício que permitirá que ele (ou seus funcionários) venda(m) gato por lebre.''

Os ex-companheiros de Paulo Ricardo prometeram recorrer às medidas judiciais cabíveis para recuperar o nome. Mesmo assim, não descartam a possibilidade de voltar a tocar com o vocalista: ''Gostaríamos que ele voltasse atrás para continuar com a banda''. Lembrando que o baterista Paulo 'P.A.' Pagni optou por seguir com Paulo Ricardo.


Como temos que ouvir os dois lados da moeda, em conversa por telefone, Paulo Ricardo deu a sua versão dos acontecimentos. Confirmou o registro dos nomes, mas nega que tenha feito sem o conhecimento dos outros integrantes do grupo: ''Essa volta superou todas as expectativas, fizemos uma turnê maravilhosa, e eu retomei uma idéia que já tinha antes - de ter produtos licenciados da banda (camisetas, bandeiras, bonés). Um negócio bacana, oficial, mas para isso teria que registrar os nomes, o que levava tempo e dinheiro. Eu disse que faria, e eles concordaram''.

Com relação à mudança de planos no repertório da banda, o vocalista explica: ''O adiamento do novo disco, previsto inicialmente para ser lançado em outubro, me fez repensar o RPM estruturalmente. Talvez não devêssemos mais nos submeter a uma grande gravadora, temos todas as condições de ter o nosso próprio selo... além disso, com o fim da turnê, pude ouvir com calma o material que vínhamos produzindo. Achei tudo muito datado, anos 80 demais, com aqueles teclados sinfônicos, guitarras de garagem, e concluí que uma banda que prega Revoluções por Minuto não pode ficar parada no tempo''.


Ele diz ter discutido o assunto com a banda: ''O Nando achou bom, pois assim teria mais tempo de se dedicar à carreira solo; o Luiz não gostou muito, mas também não contra-argumentou; e o P.A. adorou a idéia, achou que poderia explorar outras formas de tocar''.

Para Paulo Ricardo, foram Deluqui e Schiavon que se afastaram, ao deixar de ir aos ensaios: ''Começamos a trabalhar forte no novo disco, marquei ensaio todo dia, durante um mês, das 14 às 20h. O P.A. ia sempre; o Nando quase não aparecia. Eu ligava, e ele dizia que estava se divertindo com a carreira solo; e o Luiz, quando ia, fazia tudo com uma má-vontade, uma displicência, que daria justa causa. RPM quer dizer Revoluções por Minuto, e não Repartição Pública de Músicos, que você aparece a hora que quer, põe o paletó na cadeira e vai embora''.

Chegou um momento, segundo o vocalista, em que ele cansou de discutir: ''Vou fazer a coisa do meu jeito, e eles que sejam felizes''. O encontro com os alagoanos do Sonic Jr. foi intermediado pelo fotógrafo Rui Mendes, amigo pessoal de Paulo: ''O Rui tinha fotografado o Abril Pro-Rock deste ano, em Recife, e me disse que tinha visto um duo interessante. Eu ouvi o material, gostei e a gente marcou um encontro. A coisa fluiu de uma maneira espetacular, totalmente nova e estimulante. As músicas foram saindo uma atrás da outra, a gente foi se empolgando, e quando nos demos conta tínhamos um disco quase completo''.

Mesmo assim, a intenção era gravar o disco com os companheiros de RPM. ''O P.A. teve uma empatia imediata com os meninos do Sonic, mas o Nando e o Luiz ficavam criando caso... eu dizia depois a gente discute isso, mas venham ensaiar. As músicas deles estão paradas no tempo, é só ouvir. Eu estou ali na frente, me recuso a ser uma caricatura dos anos 80, de ombreiras e mullets. A fila andou, e só eles não perceberam''.



O mundo dá mesmo muitas voltas. Fernando Deluqui e Luiz Schiavon, respectivamente guitarrista e tecladista do RPM – que havia voltado à ativa em 2002, depois de 12 anos parado – depois que distribuíram aquela carta à imprensa, voltam a formar uma nova banda, chamando André Lazzarotto, o Lazza, para dividir as guitarras e os vocais com Deluqui. Estava formado o LS&D (Lazza, Schiavon & Deluqui), onde foi anunciado como a “nova revolução”.

''O Luiz e eu percebemos que podíamos facilmente compor juntos. Mostrei algumas coisas minhas para ele e ele gostou. Entramos no estúdio com uma letra que eu tinha, só ao violão, e saíamos com ela gravada. O Luiz fez umas intervenções fundamentais. A canção se chama Fechando A Guarda, e foi a primeira a entrar para o disco. Aquilo para mim foi simbólico'', contou Deluqui.

Segundo Deluqui o novo som definia bem pop-rock, bem oitentista, com todos os tecladões que Paulo Ricardo quer distância, apenas com umas pitadas de rap. Será que lembra alguma banda conhecida?

No CD do LS&D (Viagem na Realidade) A música "Madrigal" teve uma boa execução, pois era a música tema da novela "Cabocla" da Rede Globo.

E a guerra no RPM estava apenas começando. Não tardou para que o tecladista Luiz Schiavon e o guitarrista Fernando Deluqui, fundadores do grupo ao lado do cantor Paulo Ricardo, obtivessem na justiça uma liminar que proíbesse o cantor de usar as marcas RPM, Revoluções por Minuto e Rádio Pirata.

A ação foi proposta pelos advogados Carlos Miguel Aidar, Joel Thomaz Bastos, Guilherme Fiorini e Dirceu Pereira de Santa Rosa. A decisão do Juiz Alexandre Alves Lazzarini, da 16a Vara Cível de São Paulo, impede que Paulo Ricardo use as marcas em shows, CDs, eventos, mídia, DVDs, entre outros.



2004: UMA NOVA BANDA PR5
Na verdade toda essa confusão estourou na década de 80 quando a trinca sexo, drogas e rock'n'roll e a vaidade de cada um dos integrantes detonou com a banda RPM. De lá para cá, muitas idas e vindas, sem uma conversa séria, prova disso foi o encerramento do RPM 2002, onde as mágoas, problemas não resolvidos no passado vieram igual uma avalanche e tudo foi de água abaixo, os mais prejudicados: ''os fãs'', orfãos novamente ficaram em cima do muro, de um lado Paulo Ricardo e P.A. do outro Shiavon e Deluqui, de que lado você ficaria?

Da mesma forma que, antes da carta de Deluqui e Schiavon, ninguém sabia dessa briga do RPM, a imprensa e o público foram surpreendidos quando, em maio de 2004, Paulo Ricardo e P.A. lançam, sim, um novo disco, mas com o nome de PR.5.

Esse novo disco teve a produção de Apollo 9, responsável pelos dois primeiros álbuns do cantor Otto, Samba Pra Burro e Condom Black. A banda era formada formado pelo próprio Paulo Ricardo, Paulo P.A. Pagni, Jax Molina, Juninho, Paulinho Pessoa e Yann Lao. O trabalho “Zum Zum”.

"Deixamos de ser RPM, passamos a ser uma banda nova, em termos estéticos. O PR.5 é fruto, nesse sentido, de uma banda que não resistiu ao tempo", diz Paulo Ricardo, justificando ter abdicado da marca RPM --algo que chegou a afirmar que não faria.



"Crédito, o seu problema é crédito." Quando canta isso à frente de seu novo grupo, o músico Paulo Ricardo, parece estar condensando numa só frase 20 anos de trajetória acidentada, do RPM à carreira solo, dessa à volta do RPM, de nova dissolução à estréia como líder do novo PR.5.

"Paulo foi impedido por liminar de usar os nomes RPM, 'Rádio Pirata' e 'Revoluções por Minuto', para qualquer fim, sob pena de multa de R$ 50 mil a cada vez que o fizer", diz Deluqui. "Estou resolvido quanto a essa questão, não tenho mais nada contra ele."

''Ele recorreu dessa decisão, buscando derrubar a liminar que garantiu a proteção da marca. Mas o juiz não acatou o recurso e manteve a decisão", completa Schiavon, denotando cicatrizes em mais uma ruptura da banda.

Volta Paulo Ricardo: "Poderia comprar a briga e tenho certeza que em última instância eu e [o baterista] Paulo Pagni venceríamos. Mas a briga se arrastaria, como foi Roger Waters com o Pink Floyd. Concordo com Fernando e Luiz, não éramos mais RPM".

De seu lado permaneceu Pagni que tenta atuar como contemporizador. "Não tenho nada contra os caras, quero mais que eles se dêem bem. Só acho que podíamos resolver isso em casa", diz o músico, que saiu do gigantismo do RPM para grupos underground (e jovens) de SP, voltou ao RPM e hoje se alista no projeto independente de Paulo Ricardo.

A independência e a adesão de músicos mais jovens demonstram a hibridez deste momento, como descreve PR: "A nova banda nos libera da expectativa e do compromisso associados à imagem de 'dinossauros do rock'. É uma banda nova, com uma proposta nova". Os Sonic Jr. se afirmam felizes com a experiência e sem medo de serem deglutidos pelo dinossauro. "Não há choque, é o novo se juntando com a galera mais velha", diz Juninho, que diz que ouvia mais MPB na época do boom do rock nacional.

Paulinho Pessoa adiciona dose de realismo à mesma inflexão: "Por mais que o Sonic faça um trabalho legal, é uma banda totalmente independente na proposta comercial. Nossos shows são espaçados, temos tempo de sobra para trabalhar com o PR.5".



O primeiro single de Zum Zum é "Música Comercial" e sintetiza bem o que é esse trabalho. Baixo e bateria dão o tom aqui, aliados à percussão, e com teclado e guitarra apenas escorando tudo. Na tentativa de soar mais moderno que o som, Paulo Ricardo peca um pouco na letra na qual coloca muitas palavras do vocabulário "internético" como "iTune", "MP3", "download", "baixar", entre outras. Mas no geral, "Música Comercial" realmente serve bem para mostrar a cara do PR.5.



Por falar em letras, nelas Paulo volta a usar um olhar mais crítico e urbano sobre o mundo, coisa que havia deixado um pouco de lado em sua fase romântica e que no MTV RPM 2002 também não apareceu com grande destaque porque as canções novas ficaram eclipsadas pelas músicas antigas. "Pela crise atual em que todos vivemos, foi inevitável abordar assuntos ligados à grana. Essa visão do dinheiro e a culpa católica do brasileiro de fazer sucesso, ganhar dinheiro e perceber a música comercial como algo pejorativo, me fez brincar e questionar tudo isso. De uma maneira rocknroll, irônica e desencanada", fala Paulo. Esse conceito aparece principalmente em canções como "Crédito" e "King of the Marketing" (com participação do publicitário Washington Olivetto) que, apesar do nome, tem letra em português. Um lado mais leve e onde se fala de amor aparece em "Sorte (Ter Você)", "Raios X", "O Amor em Si" e "Vida". E se você é daqueles que não ouviu e não gostou da fase em que o vocalista posava de galã, fique sossegado. Os arranjos dessas quatro canções seguem o mesmo padrão das outras desse trabalho e o toque dos rapazes do Sonic Jr. e do produtor Apollo 9 (apenas em algumas faixas) não deixam a unidade do disco se perder.

 Faixas                            

1."Música Comercial"

2."Crédito"
3."Sorte (Ter Você)"
4."King Of The Marketing"
5."Raios X"
6."Onde Há Fumaça, Há Fogo" (Juninho, Paulinho Pessoa, Paulo Ricardo)
7."Miss Ness" (Jorge Ben Jor)
8."Amor Em Si"
9."Vida"
10."Terra Brasilis"
11."Zum Zum" (Kao Rosman)
12."Música Comercial (Versão Juno-6)"
13."Terra Brasilis (Versão Cuíca Agogo)"
14."Zum Zum (Versão Bossa Nova)" (Kao Rosman)



Outros destaques do CD são "Miss Ness" e "Zum Zum". As duas ajudam a dar a cara ao conceito perseguido pela banda. A primeira é uma inédita de Jorge Benjor com todos os elementos malemolentes que uma música dele pode ter. Já a trilha que dá nome ao disco (composta por Kao Rosman) é um tema de roda de capoeira e que mistura berimbau com programação eletrônica, guitarra e bateria.

"Onde Há Fumaça, Há Fogo" é um rock com um climão vigoroso cuja letra viajandona usa elementos do caos urbano, ficção e literatura. "Terra Brasilis" é o tipo de música recorrente na carreira de Paulo Ricardo - como "Juvenília", "Alvorada Voraz", "O Teu Futuro Espelha Essa Grandeza", "Falsos Oásis", etc. - e mostra a visão dele do Brasil, um tanto ufanista e decepcionada. O CD traz também as versões remix de "Música Comercial", "Terra Brasilis" e "Zum Zum".

Já as faixas 8 e 9 'O amor em si' e 'Vida'  foram compostas pelo Paulo Ricardo exclusivamente para a sua esposa Raquel Silveira. Paulo como sempre um eterno apaixonado. Em todo lugar lá estava o casal, era nas revistas, badalações e jantares, a Raquel sempre foi muito presente, sempre o acompanhou, dando a maior força juntamente com seus amigos da alta sociedade. Estão aí alguns dos milhares clicks que não deixam mentir.












O resultado final é que o disco soa leve, no bom sentido da palavra. Ao mesmo tempo em que afasta a marca do som do RPM, também não descamba para uma sonoridade mais, digamos, popular quando o assunto são as baladas. A nova banda de Paulo Ricardo consegue soar coesa mesmo misturando todos os elementos, dos loops ao berimbau. Com o PR.5 o cantor parece ter conseguido conciliar sua vontade de fazer um trabalho comercial e ao mesmo tempo inovador com relação ao som que vinha fazendo tanto em carreira solo quanto no RPM. E Zum Zum tem sim algumas canções com vocação para hit como a própria "Música Comercial", "King of the Marketing" e "Vida", por exemplo.


Paulo gravou o clip da música 'crédito' no centro de São Paulo em frente ao Teatro Municipal e depois embarcou com a banda para uma turnê nos EUA. Se apresentaram NY, Miami e Boston.




Nesse meio tempo quem saiu da banda foi Juninho do Sonic Jr, que ficou voltado totalmente ao som das pistas, com toques de db, breaks e percussão. Mais adiante foi Jax Molina que deixou a banda sendo substituído pelo João Marquee. Jax montou sua própria banda '' Piratas e Vampiros''.
A banda era mais conhecida como PR5 do que PR.5, o ''ponto'' acabou caindo devido a pronuncia ficar mais fácil, PR5 também ficou marcado aos inúmeros shows, houve uma época em que a agenda estava lotada de shows, era em barzinhos, feiras, eventos e exposições, cidades vizinhas de São Paulo, outros estados e TVs.


Mesmo com toda a divulgação o CD Zum Zum do PR.5 foi considerado um fracasso, nessa época Paulo Ricardo lançou paralelamente a música "Eu quero te levar", que não estava no CD da banda ( ela foi executada na novela da Rede Globo, "Como uma Onda").




2005: ACOUSTIC LIVE


Em 2005, a banda PR5, lançou o CD e DVD Acoustic Live, onde interpretou sucessos internacionais de bandas e cantores que tiveram influências em sua formação musical, teve grande repercussão, com as músicas "Beautiful Girl" cover do INXS que foi executada na novela da Rede Globo " Páginas  da Vida'' e  "Love Me Tender"  de Elvis Presley que foi executada na novela da Rede Record '' Cidadão Brasileiro'' .



Num formato bem intimista, “Acoustic Live” é, de certa forma, uma homenagem aos grandes nomes da música internacional. O cantor e compositor Paulo Ricardo mostra seu lado intérprete neste trabalho, que começou numa brincadeira entre amigos e resultou no CD e DVD, gravados ao vivo na House of Palomino.

Foi exatamente numa sexta-feira dia 23/09 dia do seu aniversário que Paulo Ricardo gravou seu DVD e CD na House of Erika Palomino. Animadérrimo, Paulo e sua banda arrasaram na apresentação. ''Foi muuuuito mais legal do que na quinta. O primeiro show foi aquecimento, hoje é a estréia", disse animadamente o tecladista Yann Lao, antes de entrar no palco.

Antes de abrir as portas do galpão para a entrada do público, Paulo Ricardo e a banda fizeram um ensaio fotográfico realizado por Miro. Fora do espaço, no bar do jardim, amigos do Site EP, e do casal Paulo Ricardo e Raquel Silveira conversavam enquanto bebiam Kaiser.

Neste segundo show, Paulo se jogou, fez dancinha, conversou com a platéia e pediu licença para repetir a gravação de duas faixas: "Careless Whisper" (George Michael) -que ele dedicou pra Erika- e "Corcovado" (Tom Jobim) -interpretada em dupla com Toquinho. A presença de Toquinho causou frisson na platéia. Foi incrível ver de perto seus dedos deslizarem pelas cordas do violão e escutar seus vocalizes no melhor estilo bossa nova.


No final, Paulo repetiu a performance de tirar o blazer para cantar "Kiss", de Prince, sob aplausos dos amigos sentados na primeira fila de almofadas. Essa canção também foi interpretada por duas vezes.

A modelo Mari Weickert entrou no palco com um bolo de chocolate e a platéia, já de pé, cantou parabéns. Paulo deu de presente sua versão acústica para "Olhar 43", hit dos seus tempos de RPM.

House of EriKa Palomino (r. Mourato Coelho, 790, Vila Madalena/ São Paulo)



A lista dos homenageados vai de Bob Dylan a Jack Johnson. A escolha do repertório foi certeira, reunindo clássicos do pop rock em formato acústico. Os arranjos são um espetáculo à parte, além da ótima qualidade de gravação. “Acoustic Live” tem um clima descontraído e Paulo Ricardo parece estar bastante à vontade na interpretação de canções que embalaram sua vida e influenciaram sua carreira, cantando de forma simples, menos agressiva e com dicção impecável.



São 18 músicas no DVD e 14 no CD. São canções que alcançam várias gerações, apropriadas para momentos, situações e locais diversos. São sucessos eternos com a notável assinatura da voz de Paulo Ricardo. Este é um álbum gostoso de se ouvir, com a contribuição de músicos competentes como Tuco Marcondes e Fernando Nunes, além dos amigos da banda PR5.

Faixas

01. Tonight’s The Night (Rod Stewart)
02. Beautiful Girl (Inxs)
03. Is This Love (Bob Marley)
04. Wicked Game (Chris Isaak)
05. Fire And Rain (James Taylor)
06. Isn’t She Lovely (Stevie Wonder)
07. My Love (Paul McCartney-Linda McCartney)
08. Jealous Guy (John Lennon)*
09. Crazy Little Thing Called Love (Queen)
10. Careless Whispers (Wham!)
11. Quiet Nights Of Quiet Stars (Corcovado) (Tom Jobim-Gene Lees)*
12. Something (Beatles)
13. Your Song (Elton John)
14. Sitting, Waiting, Wishing (Jack Johnson)
15. Honk Tonk Woman (Rolling Stones)
16. Like a Rolling Stone (Bob Dylan)
17. Kiss (Prince)*

* só no DVD


No mesmo ano sai uma nota ''Quem diria. Aquele que com carisma, há 20 anos atrás liderava a banda RPM e sacudia o país, vai ingressar na política. O cantor Paulo Ricardo se filiou ao PFL e concorrerá à uma vaga de deputado federal nas próximas eleições. Com a carreira em baixa, já que o último álbum lançado (o CD “Acoustic Live”, de covers clássicos do Rock Mundial) não obteve êxito, o cantor agora dispara seu olhar 43 no seu voto. ''  procurado Paulo Ricardo informou que,  realmente chegaram a cogitar, a uma vaga de deputado federal, a convite do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL). Mas acabou desistindo, alegando que teria de interromper seus shows e aparições na TV. Amigo do ex-senador Gilberto Miranda, Paulo Ricardo conta que seu envolvimento com discussões políticas vem do tempo em que participava das discussões do Fórum Paulista Permanente de Música sobre questões como direitos autorais. Paulo "Não quis abrir mão de minha carreira. Mas cheguei a me empolgar com a política durante duas semanas. Depois vi que era cedo. Vou deixar para daqui a 20 anos."



2006: LANÇAMENTO DO 'PRISMA'


Em novembro de 2006, Paulo Ricardo lançou o CD “Prisma”, nome de sua primeira banda. O novo trabalho apresentou canções inéditas de sua autoria, a regravação de Ninfa, parceria com P.A. e o hit “A Chegada”.
O CD também marcou a volta da parceria com Luiz Schiavon na canção “O dia D, a Hora H”. O trabalho é indicado em 2007 ao Prêmio Grammy Latino, na categoria melhor álbum pop contemporâneo.

Desde o fim do RPM, o cantor Paulo Ricardo não engatava um período tão profícuo em sua carreira. Ele emplacou um sucesso na trilha da "novela das oito" ("Páginas da Vida"), depois lançou o Prisma e em seguida gravou a música "Noites Vazias" do filme do cineasta Carlos Reichenbach ("Falsa Loura") e recebeu a notícia de que a trilha da abertura do "Big Brother Brasil" (Globo) foi escolhida a melhor do mundo pela Endemol, dona do formato do reality show.


Para manter a onda de boas vibrações, símbolos do I-Ching, que ele traz tatuado no corpo, são impressos na capa de seu novo disco (8º da carreira solo e 14º incluindo os trabalhos com o RPM), indicando mensagens de fortuna e união. Mas as referências orientais param por aí. Paulo Ricardo está com os ouvidos voltados para a música britânica, de Beatles às bandas recentes, como Keane. Dos novos grupos, ele elege o Coldplay como a melhor, embora não esqueça de citar que o grupo irlandês U2 "continua vivo".

O novo CD (13 faixas, sendo 11 inéditas) traz baladas pops que falam de desencontros amorosos, mas também passeia por outros gêneros, Paulo diz "Na minha carreira, usei e abusei da palavra eclético. Agora, quis voltar ao básico, privilegiar intérpretes, arranjos acústicos, canções atemporais, sem excesso de distorções eletrônicas."

Faixas

1.Diz

2.Contradição
3.Menina Linda (Tanto Faz)
4.A pessoa errada
5.Eu Vou Voltar Pro Frio
6.A Chegada
7.Gente (A Mais Bela História De Amor)
8.Longe
9.Noites Vazias(O Que Será De Nós?)
10.Um Dia De Sol
11.Ninfa
12.Imã do Amor


"Diz", a primeira faixa do disco ("Tem um suingue de bossa nova, mas com roupagem pop", diz), é a música escolhida pela gravadora EMI para execução nas rádios. "Para mim, é difícil apontar uma música de trabalho. Deixo com a gravadora", afirma Paulo Ricardo, indicando ainda como preferidas as faixas "Menina Linda", "A Chegada", "Ninfa" e "Imã do amor". Deve também ser lançado o clipe da música ''Diz''



Produzido por Cláudio Rabello, "Prisma" traz parcerias de Paulo Ricardo com nomes como Kiko Zambianchi, Guilherme Arantes e Leo Henkin, da banda Papas da Língua. Sobre a MPB, o cantor diz que adorou últimos trabalhos de Chico Buarque ("um repertório elaborado, letras geniais"), Caetano Veloso ("antenado com o frescor da garotada, as novas gírias") e Maria Bethânia ("a grande abelha-rainha da MPB").


Ciente do papel do marketing na música, Paulo Ricardo diz que nunca se incomodou com questões ligadas à imagem, como a definição da capa do disco, do figurino, da performance no palco. "Isso não é futilidade nem irrelevância. É um signo. Sempre fui superinfluenciado pelo visual dos Rolling Stones, do Led Zeppelin. Nunca me identifiquei com o visual pseudo descuidado dos grunges, calculado para projetar uma imagem de rua, um marketing ao contrário."


Um pouco antes de ser lançado o novo CD, Paulo Ricardo exerceu uma nova função: ele foi professor do curso 50 Anos de Rock, ao lado do jornalista Cadão Volpato, na Casa do Saber. "Está sendo ótimo. Tem gente de 50, 60 anos, que viveu o começo do rock, e tem a molecada, que está por dentro das novidades e nos questiona sobre essa ou aquela banda. Sinto que estou retomando meu lado jornalista, que exerci por quatro anos".



O novo cd foi divulgado através de uma temporada numa casa de show em São Paulo ( Tom Jazz, Avenida Angélica, 2331, Higienópolis ).

Depois de algumas semanas no Tom Jazz, Paulo Ricardo fechou com a casa Tom Brasil ( atual HSBC). O cantor lotou o Tom Brasil e ainda contou com várias participações especiais entre elas, do ex-companheiro de RPM, Fernando Deluqui, e do músico Kiko Zambianchi.
O show teve início com a trilha de abertura do Big Brother Brasil, deixando os fãs bastante entusiasmados.


Vieram também outros shows em locais de pequeno e médio porte para divulgar ''Prisma''. Viajaram  para o Japão para a apresentação na Expo Business em Nagoya. Mas rechaça a idéia de que um possível retorno da antiga banda tenha a ver com baixas vendagens: "Isso de sucesso e fracasso é relativo. Poucas vezes estive tão bem na minha carreira solo. Eu e o pessoal dessa geração fazemos música como opção, trabalho com isso há 22 anos e numa área que está em declínio", defende. "O lançamento é o marco zero. Se houver condições, vamos fazer shows e queremos produzir um disco de inéditas. Devemos isso pra gente mesmo e para os fãs."


O RPM sobreviveu, aliás, ele ' vive '. pelo menos foi o que duzentas e poucas pessoas viram, quando os quatro integrantes originais se reuniram, de maneira low profile, no Tom Jazz (São Paulo) na mesma época em que o Paulo estava com sua temporada de shows na casa, para uma seqüência de clássicos da banda.


A notícia é estranha se for levado em consideração que Paulo Ricardo quebrou o pau com Luiz Schiavon e Fernando Deluqui através dos jornais, há mais ou menos três anos. O grupo estava na ativa, após 12 anos, com a gravação de um CD ao vivo, mas voltou a rachar por diferenças musicais. O encontro que selou a paz não foi um show do RPM, mas sim uma participação na turnê de lançamento de Prisma, disco solo de Paulo Ricardo. Uma semana antes, Schiavon deu uma canja ao lado de Paulo e do baterista P.A. (que já toca com o cantor). Dias mais tarde, o guitarrista Deluqui apareceu para recompor a banda que moveu multidões nos anos 80.



"O que houve foi uma reaproximação que eu provoquei depois de muita reflexão e autocrítica e que tinha como objetivo retomar nosso relacionamento", conta Paulo. "Liguei para o Schiavon, nos encontramos e meio que retomamos de onde tínhamos parado. Parecia que nada tinha acontecido. Liguei para o Nando e foi a mesma coisa." O vocalista concorda que foi o culpado pela ruptura e afirma que as diferenças entre eles sempre foram musicais e não pessoais. "A minha ansiedade fez a coisa desandar", assume. A mea culpa também foi feita no Tom Jazz, quando ele pediu desculpas públicas a Deluqui e a Schiavon.


Nesse mesmo período, o trabalho de Paulo Ricardo é indicado ao Prêmio Grammy Latino 2007, na categoria melhor álbum pop contemporâneo.



Em seguida, ainda 2007 mais um nome foi incluído na Calçada da Fama do Rock Brasileiro, a RockWalk Brasil. Desta vez foi o cantor Paulo Ricardo que recebeu a equipe do projeto, deixou suas marcas na placa de concreto e autografou diversos itens para a exposição itinerante. Entre os itens estão livros, CDs e uma guitarra.


 



 




2007: LIVRO- REVELAÇÕES POR MINUTO


Se a reaproximação não significa um novo disco, pelo menos viria uma caixa com os três primeiros CDs, um disco de raridades e um livro do fotógrafo Rui Mendes.

Enquanto a caixa não saia, Paulo Ricardo continuava tocando as canções de Prisma e do RPM com P.A.. Schiavon na banda do Domingão do Faustão e Deluqui lançado mais um disco solo. Agora era achar espaço para a revolução em grupo no lugar da individual.

Em dezembro de 2007, o livro "Revelações Por Minuto" foi lançado, contando os detalhes da trajetória da banda, desde seu início (1984) até o fim (1989). O livro foi promovido em uma grande coletiva de imprensa em São Paulo, contando com a presença do autor, Marcelo Leite de Moraes, e os quatro integrantes da banda.
Foi um dia de festa onde fãs, amigos e parentes estavam reunidos para prestigiar o tão falado livro, autográfos, sorrisos e simpatia eram distribuídos por todos da banda.

Schiavon acreditava que shows e material inédito da banda iria rolar, mas foi cauteloso. "Isso [o fim do grupo] é a terceira vez que acontece com a gente. Agora estamos num momento legal, o Paulo assumiu que errou, pediu desculpas e isso é importante para a retomada."  Também falou a volta definitiva só seria possível, se respeitadas as individualidades. "Esse sempre foi um dos pontos da minha treta com o RPM. Ainda depende de fatores, mas caminhamos para voltar e com mais liberdade.''




Logo no começo de 2008 é lançado outra novidade a linha de óculos Tattoo Age by Paulo Ricardo, A coleção foi dividida em quatro grupos, que se relacionam com quatro vertentes da tatuagem:
oriental, tribal, floral e mística.
Foram lançados 20 modelos, cada um deles com quatro cores.

          
 No total, 80 opções. "Meu Ray Ban branco deu o que falar", comenta Paulo. "Aí surgiu a possibilidade de licenciar meu nome para essa linha, uma parceria com a Tattoo Age. É super cool, baseada em toda a tradição das tatuagens... tem inclusive este modelo com um tigre (meu signo chinês) de metal na lateral", contou.

(O preço médio R$ 250. Peças mais elaboradas, com aplicação de cristais swarovski, podem chegar a R$ 300. )





2008: LANÇAMENTO DO BOX 25 ANOS DE RPM



Nesse meio tempo Paulo também participou de gravações dos CDs de Roberto Justus e Padre Marcelo Rossi.




E finalmente no dia 13 de julho de 2008 '' Dia Internacional do Rock'', o tão esperado Box-Set do Revolução RPM 25 anos'' foi lançado- um box que reúne os três álbuns oficiais do grupo, mais uma coletânea de raridades e remixes, e um DVD com o show “Rádio Pirata” (e vários extras interessantes) – tenta colocar as coisas no seu devido lugar.


 


O lançamento do box 25 anos da banda, foi comemorado, no programa DOMINGÃO DO FAUSTÃO, com um mini show, última atração do programa.



















 












 Comentários de alguns críticos após a apresentação no Faustão: '' A banda perdeu a força e mesmo com a clássica formação, perdeu sua autenticidade ao pisar naquele palco.
RPM é um ícone e ícones não deveriam estar rodeados de dançarinas, luzes de neon de programa de domingo em TV aberta tentando justificar sua importância, tentando dizer que alguma coisa eles fizeram…''

'' Não! Ícones não precisam disso. Lançam um Box, fazem apresentações sem dar explicações. Nenhuma. Para ninguém. Paulo Ricardo é um ícone do Rock BR, assim como o RPM.'' '' De mérito na apresentação Paulo Ricardo carrega a transgressão oitentista. Não quis nem saber se era ao vivo ou se não era: meteu quantas “porra!” achou necessário. Isto é rock n’ roll.''

'' Paulo Ricardo merece nosso respeito pelo que ele foi, pelo que contribuiu. Por ser parte do que construiu o rock brasileiro e não por ser aquele cara que vi no Faustão: um mensageiro de um suposto marketing que tenta dar a essa geração o que de direito pertence à outra.''

“…Mas no fim deu tudo certo, um ciclo se fechou e o futuro anuncia mais alguns programas de TV para nós e é só por enquanto… ” (Paulo Ricardo)





2009: ROTA COMANDO- O FILME



Ainda em 2008, com participação especial do guitarrista Andreas Kisser do Sepultura, Paulo Ricardo e sua banda PR5 gravaram o video clipe “Matar ou morrer”. A música faz parte da trilha sonora do filme ROTA Comando, que foi inspirado no livro do ex-oficial da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA) e atual deputado federal Conte Lopes – também chamado “Matar ou morrer”.


Inspirado em fatos reais, o filme enfatiza as principais ocorrências da ROTA, através da história de três criminosos que se deram mal por espalharem o medo em São Paulo. Com direção de Elias Junior, ROTA Comando, o filme estreiou maio/2009.


                                                                                                                                                                                       Em setembro de 2008 saiu o primeiro single virtual através do site oficial do cantor, que teve
na sua primeira semana de lançamento a música inédita “linda demais” como as mais baixadas na UOL.



Paulo Ricardo e PR5 continuam sua tournê. Nesse mesmo período Paulo Ricardo demiti o tecladista Yann Lao e o substitui pelo Jota Resende sem grandes justificativas. ''Fui sumariamente demitido sem direito a nenhuma explicação, acredite se quiser..coisas de PR'' ( Yann Lao).




Um fato que marcou logo no começo de 2009 foi o fim da união de Paulo Ricardo com a arquiteta Raquel Silveira após quase oito anos de casamento. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do cantor.

 
De acordo com a assessoria, o rompimento aconteceu de maneira amigável. Por meio de nota, Paulo Ricardo afirmou: "Raquel é uma mulher incrível e tudo transcorreu de maneira cordial, continuamos amigos". O casamento foi promovido por uma badalada festa onde reuniu muitos convidados no Jockey Club.

Com a venda do apartamento em que moravam em São Paulo, Raquel mudou se para um flat até sua nova moradia ficar pronta.
Depois disso Raquel ' sozinha ' viajou para Marrocos e Paris.  

  
Na época rolou um boato, através dos fofoqueiros de plantão, que a separação se deu devido a um
affair que o Paulo Ricardo mantinha a algum tempo, seu nome Claudia Curcelli.

Como diz o ditado, onde há fumaça há fogo, recém-separado o cantor foi fotografado com a moça, a nutricionista Claudia Curcelli, curtindo a noite na boate Pink Elephant, em São Paulo.


A loira não escondeu o entusiamo ao falar sobre a suposta relação. "Estou muito feliz", revelou a nutricionista, no momento em que foram flagrados na saída da balada.


No entanto, essa relação não vingou e logo após Paulo Ricardo já estava circulando com outra beldade, seu nome Francine Elmor. "Estamos juntos há um mês. Nos conhecemos através de um casal de amigos", revelou o ex-vocalista do RPM, que foi à SPFW - com a amada a tiracolo, claro - para ver o desfile da V.Rom.


























 

Em visita ao SPFW/2010, Paulo disse que a fase de tristeza e solidão ficaram no passado. O motivo dessa fase ter ficado para trás tem nome, e é a publicitária Francine Elmor, ( 26 anos).
Paulo disse que ambos se completam, já que por ser de capricórnio, Francine é muito organizada e consegue dar uma direção ao cantor, que é de libra. Antes mesmo das luzes se apagarem, a paixão era tanta que o casal não se desgrudou e beijou muuuuitooo.


Com a Fran, Paulo Ricardo ficou quase um ano. E de repente quando parecia que o relacionamento estava ficando sério, ele aparece com uma bela morena Luciana Fígaro.

Na época, o cantor iniciou uma nova temporada de shows no Tom Jazz, em SP, inclusive com várias modificações, dispensou o produtor e fechou com a Plan Music. Desta vez a temporada foi acústica ( banquinho e violão).




Em agosto de 2010, juntos há um mês, Paulo Ricardo (47 anos) e Luciana Figaro (26 anos) trocaram juras de amor na noite em que ele celebrou 25 anos de carreira e ela 26 de vida. Na data, o casal oficializou o noivado na presença de amigos e familiares. Paulo Ricardo deu anel de ouro e brilhantes da Tiffany. "Foi uma surpresa maravilhosa, ele é o amor da minha vida", disse ela.

O local escolhido foi aquele em que se conheceram, há um ano: o bistrô Paris 6/SP . "É um dia muito significativo, ela é uma mulher especial", declarou ele.

Poucos dias após oficializar o seu noivado com Luciana Fígaro, o artista e a amada escolheram a data em que irão se casar:'' dia 11 de novembro de 2011''.

A cerimônia, restrita a amigos íntimos e familiares, deve acontecer mesmo em 2011 com toda pompa e circunstância. Para a lua de mel, o casal busca um destino exótico e romântico, algo no estilo Taiti, Ilhas Maldivas ou Caribe.

Há alguns meses atrás Paulo Ricardo, desmanchou a banda PR5, dispensando seus integrantes até mesmo o baterista P.A. ( ex-rpm), ficando apenas com Jota Resende ( tecladista) e também rompeu com a Plan Music, conforme sua última entrevista.




Paulo Ricardo atualmente esta voltado ao cd que prepara junto com o Toquinho em homenagem a Vinícius de Moraes, projeto esse que esta esta beirando dois anos ou mais para ser finalizado.       


Luiz Schiavon atualmente trabalha no programa do Fausto Silva e também dirige, junto com o músico Marco Pontes (Caixote), um grupo musical no programa Domingão do Faustão, da Rede Globo.

Fernando Deluqui, continua sozinho viajando o Brasil inteiro com seus shows.

P.A. na luta tenta um espaço no meio musical, com novos projetos e até montou uma banda, mas como cantor é um excelente baterista.

O RPM foi o meu bebê, mas não tinha como administrar egos de artistas no auge do sucesso, com rostos em figurinhas de álbum e pôsteres de bancas de jornais”. ( Paulo Ricardo )





No dia 30/07/2010 Paulo Ricardo foi convidado a participar de uma entrevista no programa ' Fim de Expediente' da Rádio CBN e num momento em que é especulada a volta do RPM aos palcos, uma nova polêmica surge após Paulo Ricardo (vocalista e baixista) ter afirmado que a vontade do guitarrista Fernando Deluqui de escrever e cantar suas próprias canções dentro do RPM causou o fim da banda em duas ocasiões - 1989 e 2003.

Pronto, foi o bastante para que o guitarrista, Deluqui, através de seu blog, enviasse um extenso post e assim relatou a sua versão dos fatos:

''Paulo Ricardo não teve coragem de me dizer o que pensa e preferiu uma entrevista num programa de rádio para esse fim, onde o meu nome foi repetido inúmeras vezes, sendo alvo até de piadas de mal gosto que o próprio paulo fez em tom de deboche. Mas o resultado é uma tentativa de distorcer a realidade pois, entre outras coisas, na sua versão dos fatos relatada na tal entrevista, o fim do Rpm em 88 aconteceu, aparentemente e somente por que eu "queria cantar". Pô bicho... dá um tempo Paulo, mudou de opinião? Por que não me falou antes? Você pode me ligar e me falar! Você sabe onde me encontrar e nós até que temos nos falado. Abandonou a guitarra?? O que o fez esquecer a verdade que você corroborou por toda sua vida e omitir fatos importantes jogando toda a culpa em mim??? Justamente eu que fui o único que continuou com voce no início da sua carreira solo sendo parceiro de seus primeiros sucessos individuais como em "A Um Passo da Eternidade", para ficar no primeiro disco?? Deve haver algum problema para estar fazendo tamanha confusão. Agora, ô Paulo, voce vai me desculpar mas não posso ficar calado pois não tenho vocação pra otário e nem para saco de pancada e vou aproveitar para te ensinar e/ou relembrá-lo de algumas coisas. Bem, os motivos do fim do rpm são muitos e estão enumerados e comentados na biografia da banda "Revelações Por Minuto" (alguns dos seus erros estão incluídos lá no texto sabia?) para quem quiser ver e ter uma idéia aproximada da realidade. Mas vamos ao nosso último encontro, quando eu o procurei (fui até sua casa e não telefonei como ele diz na entrevista) em junho de 2010. Fiz questão de ir à sua casa de peito aberto, na melhor das intenções, para que pudéssemos conversar cara a cara e resolver todos os pontos que pudessem prejudicar uma possível nova volta da banda, sendo bem transparente, tivemos uma conversa de quase uma hora em que me coloquei totalmente à disposição da banda, oferecendo não só a minha disponibilidade, como tudo o que eu venho amealhando durante os anos de minha carreira solo como contatos (um deles até gerou um show no Joquei Clube em que o convidei para fazer participação especial, lembra?), músicas novas (deixei com ele um CD com 4 músicas no dia da reunião e depois enviei mais três por e-mail) e tudo mais que pudesse ser necessário. Só sugeri a ele que levasse em conta a possibilidade de eu fazer algumas músicas cantando. Algo assim como a participação de um George Harrison dos Beatles (que ele gosta tanto), dos Rolling Stones (Keith sempre canta uma ou duas nos shows não é, my glimmer twin?) de alguns dos membros dos Titãs que se revezam nos vocais, ou até mesmo do U2 (que ele mesmo sugere como banda referência), que vez por outra tem o guitarrista The Edge (no disco "Zooropa", The Edge emplacou com a banda "Numb" um hit planetário) nos vocais principais gerando uma atitude e reações positivas dentro da banda e fora dela. De coração eu acredito nisso pois o som que faço e componho é executável pelo Rpm , pode soar como Rpm e somos nós mesmos, os 4 que damos a cara, a sonoridade que o Rpm vai ter.  
Sinceramente acho que comigo cantando alguns rocks, o Rpm iria ganhar em credibilidade (você iria mostrar que não é inseguro) e reaproximaríamos o público do rock. Se não dá vamos conversar, certo? Por que não dá? Quais são as músicas?? Vamos trabalhar!!! Mas voltando ao nosso encontro, o Paulo então me falou que achava difícil, que eu teria que "ir a campo" e mostrar músicas que pudessem cumprir essa missão, no que eu fui inteiramente de acordo. E ainda me lembro que eu disse a ele que se desse certo eu ficaria tão satisfeito que poderia pensar em deixar a carreira solo de uma vez para me dedicar totalmente à banda, dando tudo para que a mesma tivesse em mim mais força para acontecer... no big deal... nada que fosse tão ruim que não pudéssemos resolver entre nós. Precisava disso agora? A gente se surpreende mesmo nessa vida.''


Polêmicas à parte, o RPM será tema do programa "Por Toda Minha Vida" da Rede Globo, no mês de outubro.


( notícia da Ego 02/09/2010) Embora aguardem a data para oficializar a união, o cantor Paulo Ricardo e sua atual empresária, Luciana Fígaro, vivem como marido e mulher. "Já estamos casados, só falta a cerimônia", conta Luciana. Segundo ela, o casal escolheu a igreja Jardim das Oliveiras, nos Jardins, em São Paulo, para a cerimônia religiosa, prevista para 11 de novembro de 2011. “Somos grudados: dormimos e acordamos juntos, vamos no mesmo horário à academia, eu o acompanho nos shows. Temos um ritmo muito parecido”, detalha ela. “Ele está me ensinando a cuidar de uma casa, já que sempre morei com meus pais”, emenda Luciana.



Segundo a empresária, de 26 anos, ela e Paulo Ricardo, 47, dividem a antiga casa dele há cinco meses, onde também mora a filha do cantor, Paula, de 23 anos – fruto do primeiro casamento do cantor. “Depois do casamento vamos para outro lugar. Já andamos vendo algumas casas”, adianta. A empresária ensina o segredo de um relacionamento com uma celebridade: a confiança. “Nunca tive a admiração de fã por ele, e essa coisa de celebridade não me cega”, diz. “As pessoas o assediam, mas ele é muito correto, então confio”, completa, revelando que Paulo é o ciumento da dupla. “Ele tem mais ciúme de mim, e não sou famosa”, brinca.


Paulo Ricardo e Luciana começaram a namorar em março de 2009, e no dia 11 de maio noivaram, já marcando a data do casamento. Em maio de 2010, quando moravam juntos há 1 mês, Luciana se tornou empresária do cantor, e os laços se estreitaram. Agora eles pretendem acertar os detalhes da boda, o que inclui uma viagem a Londres para comprar os trajes da festa. Já a lua de mel deverá ser na Tailândia. “Os filhos serão para 2012, queremos um casal”, adianta Luciana. “Por enquanto temos dois gatinhos”, completou.



Com todas as pesquisas feitas, todas as informações colhidas, só posso concluir que o Paulo Ricardo é uma pessoa imprevisível, que esta sempre a procura de algo. Já na parte amorosa resumo: Um eterno apaixonado nunca fica sozinho.





Por enquanto é só...mas muita coisa ainda vai rolar e será registrado aqui...kk





http://www.terra.com.br/istoegente/133/entrevista/index_3.htm

http://www.zerozen.com.br/musica/rpm2002.htm

http://www.mvhp.com.br/pr5entrevista.htm

http://www.bullshitando.com/?p=214

http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL597583-9798,00-PAULO+RICARDO+E+RAQUEL+SILVEIRA+UMA+HISTORIA+DE+AMOR+QUE+JA+DURA+SETE+ANOS.html

http://gente.ig.com.br/materias/2007/11/28/raquel_silveira_e_paulo_ricardo_badalam_entre_os_vps_no_waverly_inn_em_ny_1098860.html

http://quem.globo.com/edic/20020405/rpaulo.htm

http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL396723-9798,00-TOPS+INVADEM+APARTAMENTO+DE+PAULO+RICARDO+E+RAQUEL+SILVEIRA.html

http://www.flickr.com/photos/nuwaspa/sets/72157623633929492/detail/

http://www.vagalume.com.br/especiais/entrevista-paulo-ricardo.html

http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL86707-7085,00.html

http://videochat.globo.com/GVC/arquivo/0,,GO12423-3362,00.html

http://siterg.ig.com.br/moda/2008/04/22/oculos_de_paulo_ricardo_1282122.html

http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL315286-9798,00-PAULO+RICARDO+CONFERE+DESFILE+NO+ULTIMO+DIA+DA+SPFW.html

http://rpm4coiotes.blogspot.com/2008/09/entrevista-com-luiz-schiavon.html

http://www.mondobacana.com/musica-outubro-2008/rpm.html

http://ajudandoinformatica1.blogspot.com/2009/04/paulo-ricardo-1989-faixas-do-album-01.html

http://tc.batepapo.uol.com.br/convidados/arquivo/musica/ult1753u1629.jhtm

http://www.gazetadopovo.com.br/blog/blogdagazetinha/?id=769908

http://www.vistolivre.com/index.php/musica/455-paulo-ricardo-grava-mpb-com-atitude-rock-and-roll.html

Paulo Ricardo também participou da exposição Gatos e Sapatos, da fotógrafa Paula Klein, que traz diversas personalidades em situações ousadas. Os ensaios mostram as mulheres como dominadoras e com um ar de superioridade diante do sexo masculino.

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5 comentários:

Cilene disse...

Olá....gostaram da primeira postagem....? deu trabalho, no entato, tudo que é feito com carinho tem a sua recompensa..beijos

Vera disse...

Ciiiiiiii! teu blog está lindooooo!
Vou ficar viciada nesse cardápio rsrsrs. Já estou compartilhando com o twitter. Parabéns amiga, tudo de muito bom gosto.
Beijão!

Anônimo disse...

rpm pr mim foi e sera a melhor banda de todos os tempos pena que teve que acabar um dia mas eu presenciei desdea começo ate o fim nunca imaginaria que iria acabar um dia saudades daqueles tempos em que tocavam bo madame sata

anjosett disse...

esqueceu um dado muito importante o disco radio pirata ao vivo. Vendeu mais de 3 milhoes de copias, obtendo o recorde absoluto do mais vendido do brasil, nao superado até hoje.

Malévola disse...

olá, adorei o seu blog.

Excelente trabalho.

Uma dica pra vc atualizar o seu trabalho.

Sucesso.

http://caras.uol.com.br/noticia/paulo-ricardo-esta-noivo-de-gabriela-verdeja-e-se-casara-em-2012-casamento-data-noivo-noivado#image0